Rejuvenescimento íntimo pós-parto com laser. Tire suas dúvidas!

O laser vaginal é uma alternativa para resolver a perda da elasticidade e lubrificação a região íntima. Saiba como é o tratamento!


Dra. Patrícia Gonçalves
por: Dra. Patrícia Gonçalves
Médica obstetra e ginecologista, professora assistente em Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e do Centro Universitário São Camilo

(imagem: 123TRF)

Assim como a pele e os demais músculos e órgãos do nosso corpo, a região íntima também envelhece. Mas o passar dos anos não é a única causa para a perda da elasticidade e lubrificação local.  O puerpério, nome dado ao período pós-parto, a menopausa e a obesidade também podem causar mudanças na área íntima. 

Seja por questões funcionais ou estéticas, o laser vaginal surge como uma alternativa para resolver a questão. Ele estimula produção de colágeno na mucosa vaginal, restabelecendo a estrutura, a firmeza e a elasticidade locais.

Do pós-parto à menopausa: as causas da perda da elasticidade e lubrificação

Falta de lubrificação (secura vaginal), sangramento e dor (dispareunia) após relação sexual, infecções urinárias de repetição, incontinência urinária (quando não há indicação cirúrgica). A lista de queixas – tratáveis com o laser vaginal – é extensa.

Alguns destes incômodos podem surgir no puerpério, o período pós-parto. É o caso da síndrome do relaxamento vaginal. Comum em mamães que tiveram parto normal, o problema é causado pela intensa ação hormonal durante a gravidez somada à passagem do bebê pelo canal vaginal, que fazem com que a região perineal sofra um alargamento, trazendo a sensação de flacidez vaginal. Além disso, enquanto a mulher amamenta, o corpo para de produzir o hormônio estrogênio, simulando uma menopausa. Como resultado, pode haver ressecamento vaginal, dispareunia e cistite de repetição.

Já durante o climatério e na menopausa, costumam acentuar-se desconfortos como, falta de lubrificação, dor e sangramento durante o ato sexual e infecções urinárias. Novamente, a causa para estes incômodos está no estrogênio. A queda abrupta do hormônio leva à atrofia vaginal, condição em que o tecido da vagina se torna mais fino, seco e menos elástico, trazendo dor e desconforto à região íntima. 

Quem sofre com a incontinência urinária por motivos anatômicos, como lesão de tecidos que sustentam a bexiga, devido a partos vaginais, também pode se beneficiar da terapia a laser. Nesse caso, o procedimento irá estimular o colágeno ao redor da uretra e nos pilares da bexiga, devolvendo a sustentação ao órgão.

A melhora da estética vaginal também pode ser conquistada com o tratamento, com a redução da flacidez e do clareamento da região íntima. O procedimento a laser ainda pode ser utilizado para eliminar pequenas verrugas e lesões.

Para quem é indicado o tratamento e como é

Indicado para mulheres a partir de 35 anos, o procedimento é simples, realizado em consultório. O aparelho – semelhante a um transdutor de um ultrassom transvaginal –  é introduzido dentro da vagina e acionado. Ele libera feixes de laser, que agem sobre a mucosa vaginal, estimulando a produção de colágeno e ácido hialurônico. Isso aumenta a circulação sanguínea da mucosa (parte interna) da vagina, além de fortalecer, aumentar a espessura e a lubrificação natural. Já na região vulvar (externa), melhora o tônus muscular e clareia a pele.

O tratamento é indolor, livre de queimaduras ou qualquer outro transtorno. Sente-se apenas uma leve sensação de tremor e aquecimento local, por isso não há necessidade de aplicação de anestésico interno. Apenas para o laser externo (vulvar), é utilizado um anestésico local em forma de gel, uma vez que a região pode apresentar uma coloração mais avermelhada após o procedimento.

Logo após a primeira sessão, já é perceptível a sensação da mucosa vaginal mais turgida. Entretanto, o tratamento completo requer três sessões (uma ao mês). A manutenção do tratamento irá depender da resposta de cada organismo, podendo variar entre 12 meses a 18 meses.

Apesar da mulher poder retomar suas atividades cotidianas logo após o procedimento, alguns cuidados devem ser tomados. Antes do tratamento ela não deve utilizar creme vaginal ou vulvar por sete dias. Também não deve manter atividade sexual por cinco dias antes da sessão. As relações sexuais podem ser retomadas após dez dias do tratamento.

Quando evitar o laser vaginal

A terapia a laser é contraindicada em alguns casos. Por exemplo, se houver algum ferimento na vagina ou no colo do útero. Não é recomendada também se a paciente tiver infecção vaginal por bactérias ou pelo vírus HPV (ativo causando lesão), infecção urinária no momento do tratamento. Ou se apresentar algum transtorno intestinal, como diarreia, no período que precede a sessão.      

 
  • Dra. Patrícia Gonçalves

    Médica obstetra e ginecologista, mestre em Obstetrícia e Ginecologia pela USP e professora assistente em Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e do Centro Universitário São Camilo. Realizou seu maior sonho ao se tornar mãe da Rafaella, que agora também segue seu dom para medicina, preparando-se para se tornar pediatra.

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