Pré-eclâmpsia & gravidez: tire suas dúvidas


Dr. Domingos Mantelli
por: Dr. Domingos Mantelli
Médico especializado em Ginecologia e Obstetrícia

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Estudos mostram que a pré-eclâmpsia é mais comum na primeira gravidez (Foto: CrayonStock)

Conhecida como pressão alta na gravidez, a pré-eclâmpsia é um dos problemas de saúde que mais assusta as gestantes. O problema surge geralmente por volta da 20ª semana – e é mais comum na primeira gestação, como mostrou uma pesquisa feita com 20 mil mulheres pelo Instituto de Saúde Pública da Noruega. A principal característica da doença é a pressão arterial elevada, acompanhada de edemas (retenção de líquidos), proteinúria (presença de proteína na urina) e dor de cabeça. Com o aumento da pressão arterial, a artéria placentária se fecha, ocasionando uma vasoconstrição, ou seja, diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos. Em consequência, aumenta-se a resistência para que o sangue chegue ao bebê e, sendo assim, ele recebe menos oxigênio e nutrientes.

A causa ainda é desconhecida, mas algumas enfermidades contribuem para o surgimento da pré-eclâmpsia. Entre elas estão as doenças autoimunes (diabetes tipo 1, lúpus e esclerose múltipla), além de uma série de implicações como: primeira gravidez, gestações múltiplas, obesidade, idade materna superior a 35 anos e histórico de hipertensão arterial e diabetes.

A boa notícia é que, embora seja grave, a pré-eclâmpsia pode ser controlada, especialmente se for descoberta precocemente. O que só aumenta a importância do acompanhamento pré-natal. Durante essa fase são realizados exames de urina e medição frequente da pressão arterial, que podem detectar se está tudo dentro da normalidade. Por isso, caso a grávida note qualquer sinal de inchaço excessivo e dor na nuca (um dos sintomas da pressão alta), deve comunicá-los imediatamente ao obstetra.

Não há um tratamento específico para a pré-eclâmpsia, no entanto, uma vez confirmado o diagnóstico, serão adotadas medidas como monitoramento constante e repouso. Se não tratado, o problema pode se agravar e evoluir para a outra doença mais grave, a eclâmpsia, com risco de alterações neurológicas e convulsões.

  • Dr. Domingos Mantelli

    Médico especializado em Ginecologia e Obstetrícia. Papai da Giulia e da Isabella. E autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra” e pai da Giulia

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