Como agir na hora da birra?


Daniela Folloni
por: Daniela Folloni
Jornalista fundadora e diretora de conteúdo do Portal It Mãe
Quando a criança começa esta cena, o seu desafio é praticar a desprezoterapia. (foto: Morguefile) Quando a criança começa esta cena, o seu desafio é praticar a desprezoterapia (foto: Morguefile)

 

Se você já presenciou uma daquelas birras incontroláveis do seu filho e ficou sem saber o que fazer – porque nada do que você fez adiantou -, bem vinda ao time! Claro que a gente sempre fica se questionando e se perguntando se agiu certo ou se teria alguma alternativa para impedir a criança de dar aquele escândalo. A boa notícia é que você não está sozinha: a grande maioria das mães que conheço já passou por isso. E se não há como evitar essas cenas (que em algumas casas são mais freqüentes e em outras mais esporádicas), há pelos menos algumas orientações a seguir. Em seu recém-lançado livro sobre a primeira infância, Boas-Vindas Bebê 3 (Principium), dos 2 aos 5 anos, a pediatra Ana Escobar dá algumas dicas para você lidar com as crises de birra. “Crianças têm que aprender, desde cedo, a lidar com a frustração de ouvir um ‘não’. Isso será muito importante para o resto da vida e os torna adultos mais preparados”, diz a dra Ana. E ela vai além: “Quando ouvimos ‘não’ somos obrigados a encontrar novos caminhos ou novas soluções. Adolescentes que não sabem lidar com o ‘não’ podem procurar caminhos mais tortuosos, como o álcool e as drogas. Temos que interromper esse ciclo”, alerta a pediatra. E como fazer isso? Veja as recomendações da médica:

1- Pratique a “desprezoterapia” Como fazer isso? Mantendo o autocontrole. “Esse é o pilar mais importante que estrutura as suas ações de correção da birra. Isso significa não demonstrar qualquer tipo de alteração emocional ou de sentimento quando seu filho estiver gritando. Fique calma e indiferente”, orienta Ana Escobar.

 

2- Não saia de cena. Não deixe seu filho sozinho num ambiente esperneando e gritando. Segundo a pediatra, o mais adequado é ficar no mesmo espaço, mantendo-se distante e indiferente ao comportamento da criança. “Fique parada, de preferência em pé, lendo ou vendo alguma coisa no seu celular. Sua presença física deve estar aliada à sua ausência emocional. Crianças com mais de dois anos de idade percebem isso claramente”, diz a médica.

 

3- A crise aconteceu em público? Avalie a situação. A dra Ana recomenda o seguinte: “Num parque, ou ao ar livre, deixe-a gritar e mantenha a mesma postura. Se o ambiente não for adequado a gritos ou choro alto, retire-a do local, e deixe que ela tenha a crise normalmente, caso não pare. Mantenha a mesma atitude de auto controle”.

 

4- Não é hora de conversar. Por mais que você queira que dialogar, esse não é o momento. “Não adianta argumentar enquanto a crise estiver acontecendo. As crianças não ouvem e não estão raciocinando com clareza ou tranquilidade emocional”, explica a pediatra.

 

5- Quando a criança se acalmar, aí sim é hora de conversar. E como falar com ela? Mantenha uma postura enérgica, voz firme, e não ceda, sob nenhuma hipótese. Deixe claro que tal comportamento é ineficiente para conseguir o que quer que seja”, ensina dra Ana.

 

6- Se durante a crise houver algum tipo de agressão física, como um tapa, o mais apropriado é um castigo. Retire algum brinquedo que a criança gosta por algum tempo. É muito importante que atos de violência física sejam inibidos sempre.

 

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  • Daniela Folloni

    Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

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