5 dicas para preparar o filho mais velho para a chegada do irmãozinho


Luciana Romano e Raquel Benazzi
por: Luciana Romano e Raquel Benazzi

bebe irmão

 Deixe o irmão mais velho se aproximar sempre que quiser do bebê (Foto: CrayonStock)

As mães de segunda viagem já aprenderam a cuidar de um bebê, trocar fralda, colocar pra dormir e se adaptar à rotina de um filho. Porém agora o receio é outro: como lidar com a chegada desse novo membro da família. Surgem muitas fantasias e medos: será que o mais velho terá ciúmes? Darei conta de duas crianças? Vou amar o segundo tanto quanto o primeiro? A angústia da gestante é natural, porque ela terá de se dividir e perceber o que cada filho quer a partir de agora.

Não tem como saber, infelizmente, como vocês vão reagir de fato. A dinâmica familiar irá sofrer uma alteração, e há diversos fatores (sociais, de personalidade, econômicos, culturais, psicológicos e físicos) que influenciam essa reestruturação e o comportamento de cada membro. As mudanças começam na gravidez, por isso, a preparação também tem de se iniciar cedo, tanto para os pais quanto para o primogênito. Todos terão de se adaptar, permitindo-se sentir as emoções que surgirem, sejam boas ou ruins, e pedir ajuda quando necessário. O pai, avós e amigos podem dar o suporte que a mãe precisa – e, caso se sinta perdida, tudo bem buscar apoio de um especialista.  A seguir, veja algumas dicas para facilitar esse processo!

Inclua o mais velho desde a gravidez      
Ainda na gestação, deixe seu filho mais velho participar de cada detalhe. Depois de dar a notícia da gravidez, faça com que ele também acompanhe e observe o crescimento da barriga. Fale que ele pode conversar com o irmão se quiser, tocando a sua barriga. Quando for comprar os móveis e roupas do bebê, leve-o junto para ajudar a escolher – assim, fará com que ele se sinta incluído nesse processo e que os sentimentos e opiniões dele importam.

Leve um presente para ele na maternidade
É importante que alguém traga o seu filho mais velho à maternidade para conhecer o irmão e ver que a mãe está bem. No dia do parto, dê uma lembrancinha ao mais velho, como se fosse um presente do irmão que nasceu. Fique atenta durante as visitas, seja em casa ou na maternidade, se as atenções dos familiares estão voltadas apenas para o novo membro da família. Caso perceba que sim, peça ajuda ao pai ou a outras pessoas próximas para que ele não se sinta deixado de lado.

Respeite o espaço de ambos
Mostre ao seu primogênito que ele não perdeu espaço, física e emocionalmente falando. Não permita que o berço, brinquedinhos e produtos do bebê tomem conta da casa. É essencial que ele tenha um lugar específico onde possa brincar, estudar, guardar suas coisinhas, com a certeza de que aquele local é só dele. Além disso, estabeleça em sua rotina – que vai ficar mais fácil à medida que o bebê crescer, acredite! – atividades especiais para o mais velho. O objetivo é que ele continue a ter momentos a sós com o pai ou a mãe, o que diminui o ciúme e rivalidade entre irmãos.

Sempre que possível, aproxime os irmãos
Atenção para não fazer com que o seu filho mais velho se sinta incapaz para ajudar ou mesmo perigoso para o irmãozinho. Deixe-o pegar o irmão no colo e participar dos cuidados com o bebê, quando der. Isso vai favorecer o vínculo entre eles, pois o mais velho sentirá que participa ativamente da vida do caçula.

Seja paciente
Não se assuste se o seu filho mais velho não amar logo de início o irmãozinho. Nessa fase, os sentimentos são ambivalentes: amor, raiva, ciúme, insegurança… Por isso, ele pode demonstrar tais inquietudes, tornando-se mais dependente e apresentando comportamentos regressivos – por exemplo, fala infantilizada, voltar a fazer xixi na cama, pedir colo, buscar a mamadeira, etc. Em vez de brigar, converse com ele e acolha os sentimentos dele, ainda sejam hostis ao bebê. Use frases compreensivas como “às vezes, mesmo que a gente goste de alguém, ficamos irritados, sabia?” ou “você está com raiva porque seu irmãozinho chora muito e ele está passando bastante tempo comigo e com seu pai?”. Isso fará com que ele se abra com você e entenda que tais emoções negativas são normais nessa fase, onde todos estão em adaptação!

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  • Luciana Romano e Raquel Benazzi

    Psicólogas com formação em Psicologia Clínica e Hospitalar, são idealizadoras e sócias do Núcleo Corujas, espaço especializado em Gestantes e Mães

Data da postagem: 15 de fevereiro de 2016

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