Muito mais que mãe! 5 reflexões para resgatar a mulher que você é

Um convite para se livrar do peso da lista de tudo o que dizem que você DEVERIA SER e passar a decidir quem realmente você QUER SER depois de todas as mudanças que vêm com a maternidade


Lêda Zoéga Parolo
por: Lêda Zoéga Parolo
Psicóloga clínica com foco na psicologia positiva aliada à tradicional

(imagem: 123TRF)

É possível ser mais do que mãe? Sim, é possível! Ser só mãe não define quem você é, pois você é muito mais. É irmã, esposa, profissional, amiga…. muitas coisas. 

Somos como um iceberg. O que vemos é muito pouco comparado com o que não está à vista. É como  todas nós somos. Não sabemos a força que temos. Mas algumas reflexões são necessárias para que o nosso “poder”, para nosso próprio uso, venha à tona.

Não é preciso ser Mulher Maravilha, mas sim a mulher que é feliz, que se sente poderosa dentro de sua vida, satisfeita com seus desejos.

O que faz você levantar todos os dias? São só obrigações?

Pense nas frases que mais usa no dia-a-dia, como por exemplo:

Tenho que…

Preciso…

E já se questionou:

Será que… tenho mesmo?

Preciso mesmo?

A lista de obrigações faz parte de nossa vida desde quando somos crianças. Nos acostumamos a não  questionar o que realmente devemos e precisamos fazer. Você sabe diferenciar o que “deveria” (que baseado em crenças e expectativas, muitas vezes dos outros ou da sociedade) do que realmente “deve” (obrigações, necessidades reais que tem que dar conta)?

E nos acostumamos a conviver com a pergunta: Serei boa o suficiente?

Quantas listas você já fez que tinham nelas crenças do tipo: Só vou ter valor quando emagrecer, quando tiver um filho, quando conseguir um determinado emprego…

Meu convite é para que você se livre do peso da lista do”deveria” e passe a decidir quem realmente você quer ser. Para isso, sugiro refletir sobre:

1) O que faz você realmente feliz? Você tem colocado isso na sua vida? 

2) O que move você? O que faz sentido para você? O que dá aquela sensação de que está no caminho certo?

3) O que reenergiza você (não, não precisa ser algo produtivo)? Pode ser sentar e ver uma série em vez de cuidar de algo da casa naquele momento.

4) Onde estão seus limites? Às vezes falar “não” para algumas coisas pode ter um valor enorme para o seu bem-estar.

5) Onde está sua sensação de “flow”, de fluir, de fazer algo e nem sentir o tempo passar? Essa sensação tem feito parte de sua vida?

A vida é feita de escolhas, que são feitas todos os dias. Ser mãe faz parte dessas escolhas também.

Mas muito importante e acima de tudo: apaixone-se por si mesma, seja quem você é.

 

  • Lêda Zoéga Parolo

    Psicóloga clínica e mãe de Caio, tem foco na psicologia positiva aliada à psicologia tradicional. Com grande experiência na área clínica, atende crianças, adolescentes e adultos.

Data da postagem: 29 de maio de 2019

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