Disney com menores de 1 metro


Daniela Folloni
por: Daniela Folloni
Jornalista fundadora e diretora de conteúdo do Portal It Mãe

O show no Castelo da Cinderela foi o primeiro programa, às nove e meia da manhã. No fim da apresentação, eu estava em lágrimas. Emoção levar os filhos pra Disney (foto: Dani Folloni)

Será possível passear pelo parques com um bebê sem voltar mais cansada do que foi? Eu passei passou pela prova de fogo. E, neste artifo que já foi publicado na revista CLAUDIA BEBE, conto tuuuudo o que deu certo e errado nas férias no mundo da fantasia com meus filhotes. Se quiser mais dicas, me manda uma mensagem via Facebook ou Twitter (@blogitmae). Vou ter o maior prazer em responder!

 

Dreams come true. O slogan da Disney grudou na minha mente bem antes que eu começasse a fazer as malas. Será que a terra do Mickey, da Branca de Neve, do Ursinho Puff, da Ariel realizaria meu sonho de férias perfeitas? Para uma mãe de dois pequenos –  a Isabela de 3 anos e meio e o Felipe de 1 e 3 meses – a viagem ideal não tem planos muito ambiciosos. Conseguir dormir pelo menos oito horas ininterruptas, sair do hotel certa de que haverá um banheiro limpo para uma troca de fraldas (e um microondas para esquentar a papinha), e ter tempo suficiente para fazer uma produção básica e não parecer descabelada nas fotos já soam como uma semana de romance na Costa Amalfitana.

Depois de analisar as opções para o Réveillon e decidir que não nos renderíamos ao apartamento da praia, meu marido e eu chegamos à conclusão que Orlando era, sim, um destino totalmente viável. Teve quem questionasse: “Mas seus filhos não são muito pequenos para conhecer a Disney? Nem vão lembrar de nada daqui uns anos!” Claro que fazia parte da brincadeira levar a minha pequena Isabela ao Castelo da Cinderela, tirar foto com a Rapunzel,  ver a Sininho voar no lindo show de fogos e música Wishes. Mas confesso que também pensei em mim antes de emitir as passagens aéreas. Numa analise rápida, listei várias razões pelas quais a Disney seria a melhor opção:

– Planejando com antecedência (e como típica capricorniana adoro fazer isso), a viagem fica superviável financeiramente – reservamos tudo em abril para viajar em dezembro. Mais barata do que passar o Ano-Novo em um resort no Nordeste. Um dos segredos é comprar as passagens e reservar o hotel por conta própria. Como preferimos ficar em um hotel dentro do complexo da Disney, fui direto ao site oficial da Disney. No item economia, também incluo a vantagem de o Felipe ainda não pagar passagem aérea (ou seja, para ele tanto faz estar na Disney ou na pracinha na frente de casa, mas também não gastei os tubos com isso)

– A temperatura no estado da Flórida nessa época é similar à do inverno da região Sul do Brasil – com sorte, até um pouco mais quente. Ou seja, é totalmente suportável. E é mais gostoso passear no friozinho (pegamos dias lindos de sol) com crianças do que num calor de 40 graus.

– Orlando tem ótimos centros de compras, com preços que têm feito os brasileiros invadirem os Estados Unidos (a economia norte-americana agradece). No Orlando Premium Outlets há lojas para atualizar o guarda-roupa das crianças, como Carter’s, Gymboree Outlet, OshKosh B’gosh, Tommy Hilfiger… e uma lista ainda mais completa e tentadora para quem precisa renovar os looks depois da gravidez e da temporada de volta ao peso ideal.

Os parques da Disney são um tapete para carrinhos de bebê. Bem diferente de uma bucólica vilinha de ruas de pedra em algum lugar do litoral do Rio de Janeiro ou do interior de Minas. Pois é… o que é puro charme para alguns vira pesadelo para um casal com filhos!

Meu marido e eu (mais ele do que eu) teríamos uma dose de aventura. Ele é o tipo de cara que considera férias ideais acordar às 6 da manhã para fazer uma trilha de oito horas no interior do Piauí. E, como você pode imaginar, viagesn em família com esse nível de emoção foram vetadas há alguns ano aqui em casa. Pelo menos na Space Mountaian na Tomorrow Land do Magid Kingdom ou na montanha-russa do Aerosmith, no Hollywood Studios, ele poderia sentir um frio na barriga (sem que nossos filhos corressem risco de serem picados por um inseto não identificado).

Bem, como você vai vai, há ainda outras vantagens (e certas furadas) de se fazer uma viagem na Disney com um bebê. Mas essa lista foi suficiente para até conseguir mais adesões ao passeio. Meus pais, minha sogra, minha irmã e meu cunhado embarcaram também. Todos queriam presenciar a primeira vez dos pequenos na Disney. Claro que sobrou para todos ajudarem a cuidar das crianças (e assim pude ter algumas daquelas sonhadas noites de 8 horas de sono!).

 

Desafio número um: o avião

Não sei você, mas sempre fico apreensiva quando me imagino ter de passar muitas horas em uma avião com um bebê. Será que o Felipe ficaria calmo com sempre ou acordaria no meio da noite aos berros, assustado? Preferi um voo noturno esperando que eles desmaiassem de sono. Bingo. À meia-noite do dia 27 de dezembro Embarcamos na fila das prioridades (vantagem de viajar com pequenos). Bela e Felipe já no colo, num sono profundo. No meio da noite, meu braço começou  formigar com os dez quilos do Felipe. Então, meu fofinho começou a querer se esticar. Fui me entortando toda para tentar virar uma cama. Não, não dormi quase nada e sim, cheguei moída a Orlando. Para a volta, comprei um travesseiro da Nasa a fim de acomodar o Felipe numa superfície plana. Meus braços agradeceram. Fica a dica.

 

Onde ficar? Eis a questão

Elegi o Disney All Star Movies Resort, pensando na facilidade de poder ir e voltar dos parques usando os transportes do complexo, caso o Felipe precisasse dormir à tarde, por exemplo. Mas descobri que, uma vez dentro do parque é inviável voltar para o hotel, pois as distâncias são grandes. Só desfruta dessa facilidade quem fica nos hotéis servidos pelo Monorail, caso do Disney’s Contemporary Resort. A rede All Star faz o estilo bom e barato. Para as bebês, o Movies, com esculturas gigantes de personagens dos filmes Dálmatas e Toy Story, já vale a viagem. Mas senti falta de mais espaço no quarto (uma cozinha com microondas e pia para lavar mamadeiras seria bem-vinda). Como alugamos um carro –  conforto necessário para viajar com crianças pequenas – poderíamos ter ficado em um flat ou casa em condomínio. Foi o que fez minha amiga, que voou para lá duas semanas depois com o Fernando de 1 ano e a Gabi, de 5.

As esculturas espalhadas no Disney All Star já fazem a alegria dos bebês (foto: Dani Folloni)

 

As compras espertas

Antes de se jogar nos parques, é preciso se munir de certa estrutura. Quem não levar o carrinho de bebê, pode comprar um na Babies R Us ou mesmo na rede de supermercados Walmart. Eles custam um terço do preço do Brasil. Levei modelos guarda-chuva, mais compactos. Um para a Isabela (sim, meninas de 3 anos também não aguentam tantas caminhadas – e carregar no colo estava fora de cogitação), outro para o Fe. Para o Felipe, concluí que poderia ter optado por um modelo tradicional, maior e mais confortável. Assim, ele poderia tirar uma soneca com mais qualidade (e eu teria ainda uma cesta maior para carregar as inevitáveis sacolinhas de compras). Como estávamos de carro (uma van para 12 pessoas!) qualquer tamanho caberia no porta-malas.

No Walmart também fiz o estoque de frutas, água e papinhas (da marca Gerber). Nos primeiros dias, o Fe comeu bem. Depois, enjoou. me arrependi de não ter trazido do Brasil as tradicionais da Nestlé. para garantir que ele sempre fizesse uma refeição completa, sempre almoçávamos ou jantávamos em um restaurante fora dos parques. O penne com almondegas do italiano Olive Garden fez sucesso total.

 

 

As atrações baby friendly

Para crianças na primeira infância, o Magic Kingdom é imbatível. O Fe e a Bela puderam entrar na maioria dos brinquedos. No Dumbo’s Flight, meu pequeno foi dormindo! Ele adorou o It’s a Small World, um passeio de barco com bonequinhos de diversos países. Também faz a alegria dos bebês o show na frente do Castelo da Cinderela com Mickey, princesas e Peter Pan, as paradas e o show dos ursos na Frontier Land. Para tirar boas fotos com os personagens sem ter de encarar as filas de uma hora, é melhor reservar pelo site os tais almoços e cafés da manhã “with characters” nos restaurantes. No Animal Kingdom, o ponto alto é o Kilimanjaro Safaris, onde se vê girafas, flamingos, leões de verdade.  Já no Hollywood Studios, faça questão dos shows da Bela e a Fera e da Ariel (nesse, caem bolinhas de sabão na plateia e  pingos de água). O Epcot Center tem muito pouco a oferecer para babies, principalmente no dia da virada de ano (quando estivemos lá para ver o famoso show de fogos nos países). Estava insuportavelmente lotado. Minha Beloca só se divertiu no fim do dia, em seu esperado  almoço-jantar com as princesas, no restaurante medieval Arkesus, no pavilhão da Noruega. Tirou foto com a Branca de Neve, a Aurora, a Bela…  e o Fe ganhou um beijo da Ariel. No fim da noite, os dois dormiam no carrinho enquanto os fogos brilhavam no céu. Deu tudo certo. Sim, saí descabelada em algumas fotos, mas consegui achar microondas para esquentar papinhas (graças aos equipadíssimos Baby Care Centers dos parques). E fechei a viagem de brindando com prosecco a chegada de 2012 colada do meu marido. Um bônus de romance que nem estava nos meus sonhos de férias perfeitas!

 

 

No Epcot, deu para ver a Branca de Neve bem de perto. Linda. Igualzinha (foto: Dani Folloni)

 

No restaurante Arkesus, foto com a Cindy (foto: Dani Folloni)

 

O musical da Bela e a Fera no Hollywood Studios. Ótimo e com pouca fila, pois o anfiteatro é enorme (foto: Dani Folloni)

  • Daniela Folloni

    Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

Data da postagem: 19 de julho de 2012

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