6 maneiras de usar botox (além de suavizar as rugas)


Débora Lublinski
por: Débora Lublinski

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A substância também pode ser usada para elevar os cantos da boca, entre outras aplicações (Foto: 123RF)

Além de suavizar as rugas do rosto, a toxina botulínica (o nome correto da substância, já que Botox é marca registrada) tem diversos outros usos — estéticos e não estéticos e em diversas áreas da medicina. Listamos aqui seis deles, que podem ajudar você a ficar mais bonita e mais saudável. Se for do seu interesse, vale a pena bater um papo com o seu dermatologista.

1) Excesso de transpiração

O nome correto para quem transpira de forma excessiva — nas axilas, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés — é hiperidrose, um incômodo que nem sempre é resolvido com o uso de cosméticos. “Nesses casos, a toxina botulínica é injetada na região para impedir de forma temporária a liberação da substância acetilcolina, que, por sua vez, diminui a produção do suor nas glândulas sudoríparas”, explica Érica Monteiro, dermatologista de São Paulo. O tratamento é bem dolorido (pois são muitas “picadas”) e o efeito dura de 4 a 6 meses.

2) Enxaqueca e ATM

A toxina botulínica bloqueia a liberação de neurotransmissores associados com a origem da dor, inibindo os sintomas. “Funciona como uma medicação, que se usa para prevenir as crises”, diz Érica Monteiro. Também age em transtornos de origem muscular, como a disfunção temporomandibular (a ATM é a articulação do maxilar, que fica próxima das orelhas). O Botox, nesse caso, ajuda a relaxar a musculatura, aliviando dores de cabeça, na face e na nuca.

3) Acne e cicatrizes de acne

Ao ser aplicada na pele, a toxina botulínica bloqueia os receptores de acetilcolina, impedindo a produção de sebo pelas glândulas sebáceas e, portanto, controlando a oleosidade e diminuindo o aparecimento das espinhas. Mas não são todos os quadros de acne que se beneficiam com a substância — é preciso uma avaliação cuidadosa do dermatologista. Já para tratar as cicatrizes de acne, estudos apontam uma melhora de até 50% nesse tipo de marca, graças ao relaxamento da musculatura que está por baixo da pele. As cicatrizes devem ser distensíveis, ou seja, aquelas que são amenizadas (que quase desaparecem) ao esticar a pele.

4) Arrebitar a ponta do nariz

O resultado não é igual ao de uma cirurgia plástica, claro. Mas se o seu desejo é apenas resgatar o seu nariz de alguns anos atrás (sim, eles também caem!), a toxina botulínica pode ajudar. “O objetivo é paralisar o músculo depressor septonasal (que fica na ponta do nariz) para que a região não caia tanto durante o sorriso. É uma leve melhora”, explica a Inaê Cavalcanti Marcondes Machado, dermatologista da DOM Medicina Personalizada, em São Paulo.

5) Sorriso gengival

Algumas pessoas, ao sorrir, deixam a gengiva muito aparente. A aplicação do Botox impede que o lábio superior se eleve tanto durante o sorriso, diminuindo a exposição da gengiva. Mais uma vez, é uma correção sutil. Para casos mais evidentes, recomenda-se uma cirurgia chamada gengivoplastia, mais eficiente, porém mais invasiva.

6) Elevar os cantos da boca

Sorriso “caído”, com os cantos da boca virados para baixo (o que deixa a fisionomia tristinha) e assimetrias nos lábios (um lado levanta mais do que o outros na hora de sorrir) também podem ser corrigidos com a toxina botulínica. “Conseguimos esse efeito com o relaxamento do músculo depressor do ângulo da boca”, explica Érica Monteiro. O método geralmente é combinado com o uso ácido hialurônico, que preenche possíveis sulcos, as linhas de marionete que vão do canto da boca ao queixo.

  • Débora Lublinski

    Jornalista e mãe da Marina, Débora Lublinski trabalhou por 15 anos em revista feminina cobrindo beleza, saúde e bem-estar. Mas não vive apenas de glamour e sabe bem o malabarismo que é se cuidar sem descuidar dos filhos, da casa, do casamento e da carreira

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