Outono! Está aberta a temporada do peeling facial

Outono é tempo de renovar a pele. Isso porque a ausência das altas temperaturas e do sol forte durante a estação possibilitam a realização de procedimentos para regenerar a pele.


Dra. Carla Bortoloto
por: Dra. Carla Bortoloto
Médica especializada em dermatologia clínica e cirúrgica

(imagem 123TRF)

Outono é tempo de renovar a pele. Isso porque a ausência das altas temperaturas e do sol forte durante a estação possibilitam a realização de procedimentos para regenerar a pele. Um dos mais procurados no período são os peelings.

O procedimento é indicado para tratar hiperpigmentações, melasma, acne e suas cicatrizes, diminuição de poros, rugas, linhas de expressão, flacidez e estrias. Ao fazer a pele descascar, o peeling promove a renovação de suas células, além de estimular a produção de colágeno, devolvendo sua firmeza e suavizando sua textura.

Para alcançar o resultado desejado, podem ser realizados peelings físicos (cristal, diamante, ultrassom ou microdermabrasão), e Peelings químicos (ácido retinóico, ácido salicílico, ácido glicólico, 5-fluoracil, peeling de fenol entre outros) ou a combinação entre ambos.

 

Mais ou menos profundo

Muitas pacientes, ao chegar ao consultório, acreditam que o peeling sempre será algo agressivo, profundo. Mas não! O que irá determinar a “abrangência” do procedimento é o estado/ necessidade da pele da paciente e seus objetivos com tratamento. A partir daí, o peeling pode ser:

Peeling superficial Ideal para manchas superficiais, poros dilatados e sardas, além de peles secas, sem viço e com aparência cansada.  Realizado com o uso de ácidos, como o hialurônico e o glicólico, além de aparelhos, como ultrassom, e de ponteiras especiais (esfoliativas), esse tipo de peeling visa remover a camada mais superficial da pele, promovendo uma descamação discreta, mas capaz de melhorar o aspecto, a firmeza e a hidratação da pele. Também ajuda a acelerar a resposta cutânea ao tratamento com cremes e aumenta a penetração de ativos.

Peeling médio – Indicado para cicatrizes de acne, rugas finas, manchas profundas e peles fotoenvelhecidas, nesse peeling são utilizados ácidos, como o tricloroacético ou o glicólico (em maior concentração) e aparelhos que lixam (literalmente!) a camada externa da pele, além do laser CO2 e da radiofrequência.  Com isso, pretende-se rejuvenescer a pele em até cinco anos, renovando-a e estimulando a formação do colágeno.

Peeling profundo – Recomendado para as peles muito envelhecidas, como rugas, manchas ou cicatrizes profundas de acne, também utiliza utilizados ácidos ou aparelhos. É necessária sedação, uma vez que o procedimento chega à derme (camada intermediária da pele). o tratamento pode promover um rejuvenescimento de cinco a 15 anos da pele.

 

Cuidados pré e pós peeling

O uso do protetor solar – sobretudo no mês que antecede o procedimento – é fundamental para o sucesso do peeling.  Além disso, pode ser indicada a aplicação de ácidos suaves (como ácido retinóico, glicólico e hidroquinona) entre 15 e 30 dias antes da sessão, para preparar a pele. É importante destacar que algumas técnicas são indolores, outras podem causar ardência (de leve a intensa) na pele. Mas em cerca de cinco minutos o incômodo desaparece.

Como após a realização do peeling a pele fica sensível, cuidados como uso do protetor solar e de cremes hidratantes (prescritos pelo dermatologista) devem ser redobrados. E, como “agride” a pele, o tratamento pode trazer alguns incômodos, como prurido, irritação, queimadura e edema. Caso surja qualquer uma dessas alterações, o dermatologista deve ser procurado.

O tempo de regeneração da pele vai depender do tipo de peeling realizado, podendo levar de 5 dias (em um peeling  superficial) até 45 dias (no caso do peeling profundo). Durante o período de recuperação é indispensável seguir todas as recomendações dadas pelo dermatologista. E, principalmente, nunca puxe as peles que estejam descamando! Isso pode levar a uma lesão na pele e a inflamação local.

Vale ressaltar que o peeling é contraindicado para pessoas que se expõem constantemente ao sol sem a proteção adequada. O mesmo vale para aquelas que realizaram tratamento com isotretinoína nos últimos seis meses.

Quem faz uso de anticoncepcionais orais e medicamentos com tetraciclinas ou corticoide também devem evitar o procedimento, pois há um risco aumentada para inflamação pós-tratamento.

A realização de peeling também não é indicada para pessoas com doenças de pele que afetam o colágeno, como lúpus e dermatomiosite. Já as grávidas tem contraindicação para os peelings médios e profundos. E os peelings superficiais só devem ser feitos com permissão do médico.

 
  • Dra. Carla Bortoloto

    Médica especializada em Dermatologia clínica e cirúrgica, tricologista, professora da Pós-Graduação em Dermatologia das Faculdades BWS, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica (SBDCC) e da American Academy of Dermatology (AAD)

Data da postagem: 27 de maio de 2019

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