Por uma maternidade possível


Maria Carolina Signorelli
por: Maria Carolina Signorelli
Psicóloga de crianças e adolescentes
Patricia Arquette e Ethan Hawke em cena do filme Boyhood que retrata a vida como ela é (foto: divulgação) Patricia Arquette e Ethan Hawke em cena do filme Boyhood que retrata a vida como ela é (foto: divulgação)

 

“Aproveite seus filhos, pois eles crescem muito rápido”. Quem nunca ouviu frases como essa? No meio do dia-a-dia atribulado que vivemos, tais palavras muitas vezes geram mais angústia do que conforto para os pais divididos em inúmeras funções e responsabilidades!

Não dá para parar o tempo! Às vezes, a reunião de trabalho não pode ser adiada, mesmo que você tenha se programado com antecedência para levar seu filho à natação! É bem provável que seu celular toque justamente naquela meia-hora que você reservou para jogar aquele jogo que as crianças tanto queriam! Talvez a ligação seja realmente importante e você vai precisar atender!

Claro que há reuniões que você pode desmarcar, há ligações que você não precisa atender prontamente, mas inúmeras vezes, há situações que pedem a sua presença em outro papel que não é de mãe, de pai. E essa é parte da conta que temos que pagar, por vivermos na era da hiperconectividade e superprodutividade.  Quase todo mundo, a maior parte do tempo, não é dono do próprio desejo… Uma constatação dura, mas bem importante para aprender a viver e educar nossos filhos no mundo contemporâneo!

Recentemente, assisti ao filme Boyhood – da infância à juventude.
O longa-metragem percorre a vida de um menino ao longo de 12 anos, abarcando a complexidade de seu universo de relações.
Um excelente retrato da vida como ela é e do intrincado universo de relações que cada um de nós vivencia consigo mesmo, com o companheiro, com os filhos e com o mundo ao redor. Ali no filme há talvez a resposta para a pergunta: afinal, que pai e mãe podemos ser? Pais e mães possíveis.

Do que você é capaz e do que realmente não dá para exigir de si mesmo? Não dá para uma mãe ter paciência o tempo todo, ainda que ela saiba que precisa muito da danada da paciência para educar! Às vezes, não vamos estar preparados para dar a melhor resposta às intermináveis indagações dos nossos pequenos. E tudo bem! Faz parte da vida poder dizer: “Filho, isto eu não sei!”; “Filho, agora eu preciso resolver um assunto de trabalho que não pode esperar”.

É claro que a presença dos pais é imprescindível para que os filhos se sintam seguros e possam amadurecer respaldados emocionalmente. Mas a equação não é tão simples! Tempo “de sobra” não garante qualidade e falta de tempo não atesta falta de qualidade! Não é a quantidade de tempo que mantém os pais próximos dos filhos, mas sim, a sensibilidade e a capacidade de entrega a esta relação. O medo de errar é inevitável! Mas se você se entregar de verdade a essa relação, mesmo com as limitações de tempo, você acertará! E eu arrisco dizer que, provavelmente, os maiores acertos aconteçam sem grandes esforços, naqueles “pequenos-grandes” momentos espontâneos que a vida lhe permite desfrutar ao lado dos seus filhos!

Um beijo e até a próxima!

Carol Signorelli

Recado 1: No dia 14/03 às 16h30 estarei no evento It Mãe Conecta, em São Paulo, falando sobre educação dos filhos. Espero você lá! Clique aqui para ver a programação completa do primeiro evento para mães do It Mãe e se inscrever!

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  • Maria Carolina Signorelli

    Psicóloga e mãe de Gabriela e Fernando. Ou vice-versa! Atende crianças e adolescentes no consultório e é expert em orientar os pais em seus dilemas

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