Dilema sobre a troca de escola


Adriana Garcia
por: Adriana Garcia

Escola nova ou escola velha? Meus filhos já sabem o que querem. O problema é saber o que vai ser melhor para eles (ilustração: André Garcia)

No início do ano, troquei meus filhos de escola. Eles saíram  do método construtivista e passaram para um sistema de ensino apostilado. Foi uma mudança radical para os meninos. O motivo da mudança? Tínhamos a sensação que deveríamos dar um ensino mais forte, com mais disciplina, organização e conteúdo –  essa sensação aumentou principalmente quando  um dos meus filhos passou para o segundo ano do fundamental sem saber ler. Tivemos de contratar professora particular e reforço no Método Kumon para que ele pudesse ganhar confiança e aprendesse a ler.

Na primeira semana de aula, meus filhos já sentiram a diferença. Na nova escola, o lanche é feito dentro da sala. E eles só podem sair para o recreio após todos terem terminado. Também só podem circular em três andares e são monitorados o tempo todo. Correr pelos corredores? Nem pensar. Há muitos alunos dentro da sala de aula e as carteiras são presas ao chão para evitar desordem. O fato é que durante todo este ano de 2012, apesar de tirar boas notas, meus filhos reclamaram do sistema da nova escola e fizeram muitas comparações em relação ao ambiente e amigos da antiga. Vivem pedindo para voltar.

As queixas das crianças nos fizeram repensar. Estamos refletindo se insistimos por mais um ano para ver se eles se adaptam (visando prepará-los melhor para o futuro, para que possam ter mais base para o vestibular e conseguir tirar de letra as exigências e a competitividade que terão pela frente) ou se sucumbimos ao pedido de voltar à antiga escola.

Outra alternativa é tentar uma terceira opção, que ofereça um meio termo. Queremos que tenham boas amizades, um ensino com qualidade e que se sintam motivados e felizes. Pois sabemos que conteúdo não basta. É fundamental a criança saber se relacionar, interagir, pensar, avaliar, ter espírito crítico, se sentir estimulada para desenvolver as suas habilidades, ter curiosidade…

O que posso dizer dessa experiência é que não existe escola perfeita e que não temos nem certeza nem garantia de nada. Talvez a escola boa seja aquela próxima à sua casa, mas que seu filho goste e se sinta bem. O melhor a fazer é escutar o coração e acompanhar o ensino e o aprendizado, participar da rotina escolar das crianças, pois não basta entregar todo o ensino na mão da escola. Vale ouvir com atenção os comentários das crianças, para ir sentindo o que é melhor para eles. Também vale marcar uma reunião com a coordenadora da escola para entender o que acontece lá dentro. O importante é ficar atenta e colher o máximo de informações para achar a melhor solução. Aqui em casa ainda estamos buscando a nossa.

  • Adriana Garcia

    Desde que André e Renan nasceram, fez da maternidade sua profissão. Conta tooodas as suas dicas no canal Mãe Profissional

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