3 atitudes básicas para dar conta da vida de mãe empreendedora


Carolina Leitão
por: Carolina Leitão
Carolina Leitão é sócia da WBM, consultoria e educação para empreendedorismo

A ideia de trabalhar de casa, escolher as horas de trabalho e estar mais disponível para os filhos ganha o nosso coração e a nossa mente. No entanto, a gente aprende rapidinho que  a conta não fecha sem organizar, priorizar e terceirizar (foto: 123TRF)

 

Voltar a trabalhar depois de virar mãe é, na maior parte das vezes, extremamente desafiador. Frequentemente, nos perguntamos:

“Como vou trabalhar das 9 às 6 depois de acordar inúmeras vezes durante à noite?”

“Como vou adicionar mais uma preocupação na minha rotina?”

“Como vou deixar meu filho o dia todo longe de mim?”

Nossa sociedade não está preparada para acolher novos pais e mães na volta ao trabalho e lidar com a nova logística e a culpa imensa (que não ajuda em nada, mas é quase inevitável). Esses fatores levam muitas mães a empreender. A ideia de trabalhar de casa, escolher as horas de trabalho e estar mais disponível para os filhos ganha o nosso coração e a nossa mente.

No entanto, nós, mães empreendedoras, aprendemos rapidinho que, lidar com as áreas financeira, operacional, logística e criativa da empresa (na maior parte das vezes, sozinha) vai exigir que estejamos 100% do tempo “disponíveis” para o trabalho. Então, como podemos fazer para conciliar e ter sucesso como mães empreendedoras? Seguem 3 dicas básicas

1- Organizar-se: organização é a chave de tudo. Já percebeu como ficou mais difícil lembrar de tudo depois de ter filhos? Ou como é frequente começarmos uma tarefa e termos que lidar com outra no meio do trabalho? Se organização já era importante antes de virar mãe, depois virou crucial! Faça uma lista das atividades que são ad aeternum (lavar roupa, comprar comida, arrumar a mochila do filho, ajudar na lição de casa, arrumar a cama, etc) e uma lista das atividades do dia e da semana. Se você não definir bem as atividades vai acabar sendo engolida pela rotina e, por outras pendências que vão surgindo durante o dia. Elas acabam se tornando “mais importantes” do que o trabalho. Quantas vezes não estamos no computador e começamos a procurar tênis para o filho porque o dele está ficando pequeno? Os inúmeros apps de organização disponíveis (Trello, Todoist) podem ajudar muito nessa organização.

2- Priorizar: se você se organizou, definiu as suas atividades, mas mesmo assim parece que o dia precisa de mais horas, aprenda a priorizar. Use as mesmas listas que você criou e identifique as atividades urgentes. Se todas parecem urgentes, pense em quais adicionam mais valor. Por exemplo:

  • fazer o almoço do seu filho é mais urgente/importante do que comprar o presente da coleguinha da escola.
  • entregar um projeto para cliente é mais urgente/importante do que um projeto interno da empresa.


E por último, um atitude velha conhecida, mas subutilizado, especialmente pelas mulheres: Terceirizar.

3- Terceirizar: use a mesma lista de atividades que você criou e se pergunte:

  • Qual delas você pode terceirizar? Você pode encomendar o almoço do filho em vez de cozinhar? Pode pedir para alguém próximo ajudar na rotina de casa naquela semana em que você vai entregar um grande projeto? (se você tem o planejamento do mês consegue saber qual vai ser a semana mais corrida e se preparar para ela).
  • Quais atividades demandam mais tempo? Será que não existem recursos para diminuir esse tempo? Em vez de passar “rapidinho” no mercado todo dia para comprar o jantar, que tal se planejar e comprar tudo online? (nesse caso você está terceirizando a ida ao mercado, estacionar o carro, empacotar os itens e etc).
  • Qual delas você pode repassar para o cônjuge ou outra pessoa importante na sua vida? Pegue a lista dos afazeres ad aeternum, mostre ao cônjuge e defina quem pode fazer o quê toda semana. Que tal ele se responsabilizar pelas roupas e arrumação da cama? Ou se responsabilizar em auxiliar nas lições de casa dos filhos?  

Todas nós já ouvimos a frase “se eu quero bem feito, eu mesma tenho que fazer”. Mas qual é o preço que você paga por fazer tudo sozinha? Você também já deve ter escutado aquela frase “é preciso uma vila para criar um filho”. Pois é, a busca de um equilíbrio entre o que você deve fazer por você mesma e o que você pode delegar é uma arte e uma busca constante. Quando você coloca tudo no papel e se organiza, consegue visualizar como pode melhorar a sua rotina e quais são as atividades que você pode pedir ajuda ou deixar para depois. Existem inúmeros estudos que comprovam que mães que estão felizes, que se relacionam socialmente e que possuem uma rede de apoio são mães mais pacientes e conectadas com seus filhos. Bora ser feliz?

 

Carolina Leitão é sócia-proprietária da WBM, que presta serviços de consultoria e educação focada em empreendedorismo e internacionalização de empresas. Sediada em Miami e São Paulo. Instagram: @wbm.miami

  • Carolina Leitão

    Mãe do Leonardo, de 5 anos, um sapeca e devorador de livros. Carolina é uma ex-poliana, que ama o silêncio quando está debaixo d'água. É co-fundadora do Fala Frida e sócia-proprietária da WBM, uma empresa que presta serviços de consultoria e educação focada em empreendedorismo e internacionalização de empresas, sediada em Miami e São Paulo.

Data da postagem: 18 de fevereiro de 2019

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