Existe limite de horas para o parto normal?

Saiba se existe uma quantidade de horas consideradas adequadas, o que vai determinar se o parto normal é arriscado e mais


Dra Erica Mantelli
por: Dra Erica Mantelli
Ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual

 

(foto: 123TRF)

Nas últimas semanas de gravidez, e quanto mais perto de dar à luz, é natural que as futuras mães comecem a se preocupar com a hora do parto. Mas, a maioria das mulheres tem dúvidas sobre o que fazer quando o bebê não quer sair do útero e qual é o limite de tempo do trabalho de parto. A primeira coisa a saber é que não existe limite de horas para o parto normal. Se você escutar essa história, desconfie, afinal, o corpo da mulher não segue um cronômetro quando chega o momento de parir.

O trabalho de parto a termo pode ocorrer em qualquer data entre 37 a 42 semanas de gestação. Os sintomas principais para início do trabalho de parto podem ser as contrações regulares, dilatação do colo do útero. A bolsa pode romper antes do início do trabalho de parto, durante o trabalho de parto ou apenas na hora do nascimento do bebê.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a data provável do parto (DPP) é calculada para 40 semanas após o primeiro dia da última menstruação. O que vai determinar se, eventualmente, o parto natural deve ser interrompido, ou se há necessidade de alguma intervenção, não é só o fator tempo, mas também vai depender de cada organismo e da avaliação materna e fetal.

A partir da 40ª semana e um dia, os cuidados, além do acompanhamento médico, devem ser redobrados. Um bebê que nasce antes de 37 semanas é considerado prematuro e, após 42, pós-termo, ou seja, em ambos os casos os riscos de complicações podem aumentar, por isso a importância do pré-natal adequado e monitoramento de toda gestação.

Em relação ao tempo de duração do trabalho de parto, não existe regra!!! Algumas mamães podem ter seus bebês após duas horas de trabalho de parto, outras levam quatro, dez, 18 horas ou até muito mais. Mas, em geral, o comum é que dure o total de 10 a 14 horas, sendo que a fase ativa a duração é menor. Isso significa que cada gestação tem seu tempo e suas particularidades. A resolução final do parto depende do casal, das condições físicas e emocionais da mãe e do bem-estar da criança. O tempo de período expulsivo também pode variar e não há limite desde que o bebê e a mãe estejam bem.

Durante todo o trabalho de parto é indispensável o controle das condições vitais do bebê por intermédio da ausculta dos batimentos cardíacos. O procedimento pode ser feito nos intervalos, durante e logo após as contrações.

A gestante também poderá fazer monitorização cardíaca fetal contínua associada a um gráfico de contrações uterinas (cardiotocografia fetal).

Enquanto a mamãe e o bebê estiverem bem e em segurança não há limite de horas para o parto.

E para que o parto seja tranquilo e o bebê nasça saudável e em segurança, é necessário que a mãe não tenha preocupação com a duração, afinal o acompanhamento médico irá dizer se há problemas em esperar ou não.

 

 

  • Dra Erica Mantelli

    Ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual, mãe da Giulia e da Isabella, graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute). Site: http://ericamantelli.com.br

Data da postagem: 27 de setembro de 2019

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