Volta às aulas: está aberta a temporada de viroses


Malu Echeverria
por: Malu Echeverria

Ao chegar da rua, não custa lembrar de uma atitude simples: lavar sempre as mãos antes de fazer qualquer coisa (foto: It Mãe)

Pais e filhos comemoram a volta às aulas. Os pequenos ficam empolgados para rever os amigos, já os pais podem voltar à rotina tranquilos (leia-se: sem ter que se preocupar em manter os filhos ocupados em casa). O problema é que o encontro com outras crianças aumenta as chances de elas transmitirem doenças umas às outras, principalmente as populares viroses. Para a pediatra Anna Julia Sapienza, gerente da unidade de internação do Hospital Infantil Sabará (SP), não se pode generalizar o termo. “Não se trata de uma doença por si só”, explica. “Mas uma infecção (causada por vírus) apresentada naquele momento, que pode ser tanto um resfriado quanto meningite.” Acontece que há inúmeros vírus por aí e os sintomas são muito parecidos – isso sem falar que as crianças ainda estão com o sistema imunológico em pleno desenvolvimento, o que as torna mais frágeis. Por isso, os pais costumam ouvir bastante esse diagnóstico nos consultórios pediátricos.

E por que as viroses aumentam quando as crianças vão à escola? “Pelo fato de estarem mais próximas umas das outras, já que os vírus são transmitidos via respiratória (ou seja, podem ser inaladas pelo ar) ou por contato (pela saliva ou pela mão, por exemplo)”, diz a pediatra. Por mais ventilada e limpa que seja a escola, a transmissão acontece facilmente e com maior rapidez ali porque os alunos compartilham os brinquedos, os alimentos, as chupetas (basta um descuido da berçarista!) e, por consequência, os vírus também!

Como as crianças entram na escola cada vez mais cedo, já que algumas famílias não têm a opção de mantê-las em casa nos primeiros anos de vida, uma das alternativas para evitar as viroses é manter a carteira de vacinação em dia. As vacinas protegem contra certas doenças virais como sarampo, rubéola e catapora (ou a criança pode “pegá-la” de um jeito mais brando, digamos assim). Outra medida fundamental, de acordo com a pediatra, é manter o seu filho longe de pessoas doentes e de locais aglomerados e pouco arejados. Ao chegar da rua, não custa lembrar, lave sempre as mãos antes de fazer qualquer coisa.

E se a criança ficar doente, monte algum esquema para deixá-la em casa. “Passado o período de transmissão da doença, que varia conforme o vírus, ela pode retornar às aulas assim que o pediatra liberar”, diz Anna Julia. A rubéola, por exemplo, só é transmitida no período de febre, que dura de 2 a 3 dias, antes mesmo de surgirem as pintinhas vermelhas. Em compensação, o período de transmissão do vírus influenza (gripe) em crianças pequenas é de até 14 (!) dias. Além disso, o sistema imunológico fica mais vulnerável quando estamos doentes, o que favorece a contaminação por outros vírus – ou seja, seu filho pode ir para a escola com gripe e voltar com pneumonia.

Estima-se que uma criança saudável pegue até dez viroses por ano, é normal. À medida que ela cresce, por sorte, o organismo ganha imunidade e esse número, para alívio dos pais e professores, diminui.

  • Malu Echeverria

    Jornalista, mãe do Gael e redatora-chefe do It Mãe. Para ela, é essencial colocar a máscara de oxigênio primeiro na gente, depois na criança

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