Será que é otite?


Malu Echeverria
por: Malu Echeverria
Estima-se que 90% das crianças terá um episódio de otite antes dos 5 anos (Foto: sxc.hu) Estima-se que 90% das crianças terá um episódio de otite antes dos 5 anos (Foto: sxc.hu)

 

Choro, febre e dor de ouvido. A combinação desses sintomas é um dos diagnósticos mais comuns da infância: otite. Estima-se que 90% das crianças terá um episódio desse tipo de infecção até completar 5 anos*. “Um dos motivos é que a tuba auditiva (canal que liga o ouvido médico ao nariz e à garganta) é mais curta e horizontalizada nas crianças do que nos adultos, o que facilita a ascensão de germes”, explica o otorrinolaringologista pediátrio Fabrízio Romano, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. Como os pequenos apresentam mais viroses respiratórias, já que o sistema imunológico deles ainda está em desenvolvimento, gripes e resfriados podem levar à otite por causa do acúmulo de secreção entre o nariz e o ouvido.

Mas antes de medicar o seu filho, atenção. Saiba que existem dois tipos de otite, a externa e a média. A primeira acomete a parte externa do ouvido e é mais comum no verão, período em que as crianças brincam na água (o excesso de umidade torna o ouvido um meio de cultura para micro-organismos). Também podem ser provocadas por manipulação (com o dedo ou hastes de algodão). O segundo tipo, conhecido por otite média, atinge a parte interior, a partir do tímpano. Pode acontecer em qualquer época do ano, frequentemente relacionada a alergias e problemas respiratórios. E, apesar de os sintomas serem parecidos, o tratamento varia conforme o tipo de infecção. “No caso da externa, é mais simples, com a aplicação de gotas otológicas na região. Já as otites médias são tratadas com analgésicos e anti-inflamatórios e, em casos bacterianos, com antibióticos orais”, diz Romano. Por isso, é fundamental que o paciente seja avaliado por um pediatra antes.

A boa notícia é que tem como evitar a otite com algumas medidas básicas. Em primeiro lugar, a higiene da orelha das crianças deve ser feita apenas na parte de fora, com uma fralda de pano levemente úmida. Outra recomendação fundamental é manter a carteira de vacinação em dia: ao diminuir as chances do seu filho pegar alguma virose respiratória, cai também o risco de otite. Em caso de gripe ou resfriado, limpe as vias respiratórias da criança com soro fisiológico e faça inalação. E nada de mandá-la para a escola se ela estiver minimamente doente – não apenas porque vai contaminar os colegas, mas também porque, com a imunidade baixa, fica suscetível a todo tipo de infecção.

*Sociedade Brasileira de Pediatria

  • Malu Echeverria

    Jornalista, mãe do Gael e redatora-chefe do It Mãe. Para ela, é essencial colocar a máscara de oxigênio primeiro na gente, depois na criança

Data da postagem: 12 de março de 2014

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