7 dúvidas sobre alimentação do bebê respondidas!


Natália Folloni
por: Natália Folloni

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(imagem: FreeImages)

Você sabe o que é melhor para o bebê: suco de frutas ou frutas em pedaço? Quais os maiores erros cometidos pelos pais na alimentação infantil? Será que deixar o bebê comer com as mãos é realmente uma boa técnica de introdução alimentar?

Neste mês, aconteceu um encontro sobre alimentação infantil no Instituto PENSI do Hospital Sabará. Neles estavam presentes, entre outros especialistas, o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg e a nutricionista Priscila Maximino. O bate-papo foi mediado pela jornalista e diretora de conteúdo do It Mãe, Daniela Folloni. Saiba aqui as novas recomendações sobre alimentação de bebês que foram tratadas no encontro e tire suas dúvidas!

1) Qual a idade máxima do bebê para a amamentação?

Não existe idade máxima. O desmame do bebê deve ser feito de maneira natural, não existindo limite para que a criança deixe de ser amamentada no peito. Segundo o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, a antropóloga Margaret Mead dizia que a amamentação é como um relacionamento amoroso e que deve ser continuado enquanto é adequada a mãe e filho. A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Organização Mundial de Saúde recomendam que a amamentação seja estendida até os dois anos de idade. “A partir de seis meses a criança tem que comer outros alimentos”, comenta Priscila. Então, até os seis meses de idade a amamentação deve ser exclusiva.

2) Como evitar que a criança fique anêmica?

A anemia por deficiência de ferro atinge um grande número de crianças até três anos de idade. A falta de ingestão de alimentos ricos em ferro é a causa mais comum no Brasil. “O pouco tempo de aleitamento natural, a introdução inadequada de alimentos após o sexto mês de idade  e o uso de leite de vaca sem modificações no primeiro ano de vida, são os principais problemas”, enumera Fisberg.

Então, para evitar que a doença surja em um primeiro momento, a criança deve ser amamentada corretamente – o leite de vaca está proibido, porque o bebê pode receber apenas o leite materno ou numa fórmula especial, com fortificação do ferro.

Depois disso, alimentos como carnes e proteínas vegetais, como o feijão, que são muito ricos em ferro, devem ser introduzidos. “Sua alimentação precisa de carne, ovo, líquido, ferro e  para que o ferro seja absorvido, é importante a ingestão de vitaminas C, como frutas cítricas”, diz Priscila.

3) O que é melhor para um bebê: fruta em pedaços ou suco de fruta?

Com certeza, a fruta dada em pedaços, amassada, em purê, papa ou cortada é uma opção melhor do que o suco. “Assim, não há problemas com a perda de fibras e conseguimos maior diversidade de sabores e consistências, facilitando o manuseio da criança, a sensibilidade a diferentes formas, cores e aspectos. O suco natural pode ser usado mais tarde, evitando-se o consumo excessivo de sucos com açúcar ou diluídos”, segundo Fisberg. Priscila complementa dizendo que tomar muito suco pode resultar em excesso de peso e baixo apetite de algumas crianças.

4) É importante que o bebê tenha uma alimentação diversificada ou tudo bem comer sempre a mesma coisa?

É importante diversificar! Isso permite que os bebês explorem mais o alimento e seus próprios sentidos. Como? O nutrólogo explica que as “crianças que tiveram contato com muitos alimentos tem maior oportunidade de escolherem entre eles estabelecendo preferências e alimentos que não gostam”.

A principal fase da diversidade alimentar é desde bebê, quando se estão formando os hábitos alimentares. Procure estimular sue filho para diferentes sabores para ajudar no desenvolvimento do paladar dele. “Por exemplo: não dar só banana ou só maçã todos os dias. Cada dia tem que ser uma fruta diferente”, explica Priscila.

5) É normal que a criança passe a comer menos depois que faz um ano?

Sim. É normal porque a criança não vai mais crescer como antes ou ganhar peso como antes. Priscila garante que “a mãe não precisa se preocupar nesse caso, já que a criança não precisa mais ganhar tanto peso quanto ela ganhou no primeiro ano de vida”. Fisberg complementa dizendo que “a criança dobra geralmente o peso de nascimento (se nasceu com peso adequado) por volta dos 4 meses e triplica ao redor do primeiro ano. A partir daí, o ganho de peso é bem menor em torno de 200 a 300g por mês”. Quando o bebê começa a andar, a sua atenção para a alimentação fica reduzida, então, ele deve se alimentar de forma calma, e que o ajude a se concentrar.

6) Quais os maiores erros que os pais cometem com a alimentação dos pequenos até os 3 anos?

Forçar a criança a comer mais, não prestar atenção aos sinais de fome e saciedade, fazer tudo pela criança – tirar sua autonomia e atenção  – , e deixar a alimentação ser controlada pela criança – dar só os alimentos que ela tiver preferência, sem controle ou horários. “A criança precisa estar envolvida (com os alimentos) desde fazer o pratinho e saber de onde vem e como é, e não comer distraída em frente à televisão. Tem que comer com atenção”, comenta Priscila.

“Muitos pais têm expectativas totalmente inadequadas em relação a quanto que o seu filho precisa comer. Recomendo tirar dúvidas com o pediatra”, orienta Fisberg. O nutrólogo lembra que os sinais que indicam que o bebê está tranquilo e bem alimentado são “bom sono, evacuações e urina normais, boa disposição e apetite”. Fique atenta!

7) Tem um método chamado BLW em que a criança explora o alimento como quiser. O que é esse método e de onde ele veio?

BLW é o Baby Led Weaning, que em português significa “desmame dirigido pelo bebê”. Isso quer dizer que a criança  pode conduzir seu próprio desmame, explorando os alimentos com as mãos, sem uso de colher. “A criança está pronta para o método quando já consegue sentar e possui controle de cabeça – sendo neurologicamente normal”, diz Priscila.

A criança pode comer o arroz em bolinhos, manipular o feijão, comer vegetais, carnes, frutas e o que mais puder manipular e engolir sem riscos de engasgo. “O ponto positivo é que a criança explora muito bem o alimento. Mas esse método precisa ter a supervisão de um adulto, porque os alimentos são dados na maioria em pedaços maiores. Então, é importante que a mãe observe muito bem como a criança está lidando com a comida”, recomenda Priscila.

“Usualmente, preferimos o método misto, em que a criança manipula, brinca e explora, mas a mãe também oferece o alimento em instrumentos adequados [no prato e com a colher], para garantir a quantidade paralelamente”, orienta Fisberg.

 

  • Natália Folloni

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