6 dicas para ajudar a desenvolver a fala do seu filho


Daniela Folloni
por: Daniela Folloni
Jornalista fundadora e diretora de conteúdo do Portal It Mãe

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(imagem: FreeImages)

Diante de tantas conquistas, uma é particularmente especial. Ao começar a emitir os primeiros sons, as primeiras palavras com intenção para se comunicar, o pequeno começa a interagir de modo diferente com as pessoas que o rodeiam e aos poucos é capaz de manifestar oralmente suas vontades.

“A fala consiste na produção de sons através da interrupção ou bloqueio da corrente de ar que vem dos pulmões, ocasionada pelos movimentos dos lábios, língua e palato mole. Quando a criança fala, ela utiliza os mesmos órgãos utilizados para as funções vitais, como a sucção, mastigação, deglutição e respiração”, diz a fonoaudióloga Patrícia Junqueira, doutora em Distúrbios da Comunicação pela UNIFESP, responsável pelo Setor de Fonoaudiologia do Centro de Dificuldades Alimentares Infantis do PENSI/ Sabará.

Assim, para ajudar no bom desenvolvimento da fala do seu filho, esteja atenta a estas orientações:

1- Quanto for possível, prefira a amamentação natural (aleitamento materno) Na amamentação natural, a ponta da língua é muito estimulada, além de ”exercitar” sua elevação para a parte anterior e superior da parte interna da boca. Este “exercício” é preparatório para a produção de alguns sons do tipo: /t/ “toca”, /d/ “da”, /n/ “nene”, /l/ “lama”.

Se você está amamentando e apresenta dificuldade, procure um especialista em amamentação que poderá identificar o problema e orientá-la.

2- Quando a amamentação natural não for possível, escolha bicos ortodônticos e não aumente o furo para facilitar a passagem do líquido O que acontece muitas vezes é que, por total falta de informação, as mães acabam fazendo isso, podendo trazer futuramente prejuízos ortodônticos e fonoarticulatórios para a criança, como apresentar algumas dificuldades para falar corretamente algumas palavras, não ter um bom encaixe entre os dentes superiores e inferiores, ter músculos da face flácidos, respirar pela boca, etc.

3-Estimule a mastigação oferecendo sabores e, principalmente, alimentos com consistências variadas Com o nascimento dos dentes, o estímulo das estruturas envolvidas na fala continua com a mastigação. É por meio dessa função, que também é aprendida, que os pais podem propiciar aos seus filhos o fortalecimento e desenvolvimento da musculatura que vai ser utilizada para a fala. Portanto, quanto mais os pais puderem oferecer alimentos com sabores e consistências variadas, mais estarão colaborando para “exercitar” a região oral.

Quando o pediatra introduzir os alimentos, ofereça-os sempre amassados ou raspados. A partir dos 8 meses você pode iniciar com os grãos e pedaços de frutas e legumes. De preferência por preparar e ofertar os alimentos separadamente, assim seu bebê poderá identificar o sabor de cada legume e de cada fruta, estimulando seu paladar.

Tenha sempre em mente que a mastigação é aprendida, portanto quanto mais alimentos diversificados você ofertar para seu bebê, mais poderá ajudá-lo a desenvolvê-la. Deixe-o “brincar” com os alimentos inteiros e explorá-los com a boca (por exemplo um pedaço grande de laranja ou tangerina). Assim estará preparando as estruturas orais para que seu bebê possa mastigar com eficiência!

4- Propicie um ambiente favorável para a criança se comunicar por meio da fala

Além de preparar a musculatura da face com a amamentação adequada e estímulo para mastigar, é também essencial que você propicie um ambiente favorável para seu filho poder falar!

Como é esse ambiente? É aquele que permite que a criança manifeste seus desejos oralmente e que propicie as mais diversas situações de comunicação, seja com os pais, familiares e com outras crianças..

Conte histórias para seu filho usando livros infantis em que ele possa identificar animais e objetos do dia-a-dia dele. Brinque com ele com animais de borracha e plástico imitando os sons dos animais e reproduzindo o que viu nos livrinhos. Utilize o momento do banho e da refeição para conversar com ele sobre as partes do corpo e os alimentos.

Quando seu filho tentar se comunicar por meio de gestos, sempre procure perguntar para ele: O que você quer? ou Porque você está chorando? No início ele não será capaz de te responder com clareza, mas aos poucos ensine-o a verbalizar a “ação” que ele deseja. Ensine-o a dizer: “Dá”, “Quer”, “Caiu”, “Sair”, “Acabou”, “Papar”etc.

Isso porque, o “querer fazer algo”, nos conecta com o outro e isso favorece o desenvolvimento da linguagem oral!

E sempre que possível: evite que seu bebê assista televisão, DVDs, ou qualquer outro tipo de tela. Esses estímulos são “passivos” e não são úteis, pois não propiciam a interação adequada para estimulo da fala.

5- Procure falar corretamente, pronunciando bem as palavras e evitando o excesso de diminutivos. É importante você agir assim mesmo quando seu filho ainda for bebê, pois você é o modelo a partir do qual ele vai aprender a se expressar.  Palavras utilizadas no diminutivo como “nenezinho”, “bolachinha”, “cadeirinha”, etc. ou ainda quando você substitui palavras (“lalacha” para bolacha, “tete” para leite, etc),  dificultam a compreensão para ele e podem criar um “vocabulário” próprio que só você e ele compreendem.

 

5- Esteja atenta à audição da criança.  Ao menor sinal de que ela não esteja escutando ou reagindo aos sons, procure um médico ou um fonoaudiólogo. Crises repetidas de otite (inflamação no ouvido) também merecem especial atenção pois podem reduzir temporariamente o limiar de audição da criança.

 

 

  • Daniela Folloni

    Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

Data da postagem: 28 de outubro de 2015

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