5 dicas para seu filho comer mais vegetais


Natália Folloni
por: Natália Folloni

Imagem vegetais

(imagem: Freeimages)

Depois dos seis meses de vida, começa a introdução dos alimentos sólidos. Os vegetais, claro, já devem fazer parte do cardápio desde o início. Não apenas por causa de suas propriedades nutricionais, como também para incentivar o desenvolvimento do paladar. A nutricionista especializada em pediatria Karine Durães dá algumas dicas, a seguir, para seu filho aprender a comê-los desde agora – e manter o hábito para o resto da vida.

Deixe o bebê brincar com a comida

Isso mesmo! Durante a fase de introdução alimentar, essa experiência é importante para ele conhecer novas texturas e sabores. Ofereça, inicialmente, aqueles que são “fáceis” de manipular, como brócolis, couve-flor e frutas, por exemplo.

Ofereça os legumes de diversas maneiras 

Se ele se recusa a comer cenoura crua, está tudo bem. Tente prepará-la de outro jeito, como em um suflê ou picadinho. O ideal é que a criança coma, ao menos, três porções de vegetais por dia (duas no almoço e uma no jantar). Por isso, vale usar a criatividade. Mas nada impede que você ofereça o alimento novamente, em outra ocasião. Seu filho deve prová-lo, no mínimo, dez vezes para você ter certeza de que realmente não gosta.

Não force seu filho a comê-los

Insistir é diferente de obrigar! Vale lembrar que comer é uma necessidade fisiológica, como ir ao banheiro, por isso não faz sentido exigir que a criança raspe o prato. Além disso, é preciso respeitar o paladar dela. Ao forçá-la a comer os legumes, por exemplo, ele pressupõe que são tão ruins que ninguém os come espontaneamente. O que vai fazer com que, obviamente, associe vegetais e afins a uma memória negativa.

Varie o cardápio

As crianças têm um paladar mais sensível do que os adultos. Segundo uma pesquisa publicada no British Journal of Nutrition, feita em conjunto pelas universidades do Porto, de Atenas e da College of London, incluir legumes e verduras nas duas primeiras semanas de introdução alimentar é crucial para que ela goste de tais alimentos mais adiante. Então, ofereça todos os grupos alimentares desde as primeiras papinhas – ou seja, nada de incluir no cardápio da família apenas as verduras que você gosta! A regra é: quanto mais colorido o prato, mais nutrientes. Assim, aumentam as chances de ele se tornar um adulto com uma alimentação equilibrada.

Nada de mentiras e chantagens

Enganar a criança sobre o que ela está comendo não faz com que ela aprenda a comer. Pois se não sabe que está comendo vegetais, como vai descobrir do que gosta ou não? Ela também tem direito a fazer escolhas alimentares, afinal. Já aquela velha história de “se você comer tudo, vai ganhar sobremesa” também prejudica a relação com a comida. Mais uma vez, ela vai entender que aquela salada é tão ruim que quem comer merece um prêmio. Em vez disso, explique, em uma linguagem simples e de acordo com a idade, o que cada alimento traz de bom (o espinafre tem ferro e nos deixa fortes como o Hulk, por exemplo!).

  • Natália Folloni

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