Febre e manchas na pele. Será o que será que é?

Sarampo, catapora, escarlatina... Conheças as doenças que têm esses sintomas em comum e atendem pelo nome de exantemáticas


Equipe de Pediatras Fleury Medicina e Saúde
por: Equipe de Pediatras Fleury Medicina e Saúde
Todo mês, um médico especialista escreve para as it-mães

Dr. Daniel Jarovsky, pediatra do Fleury Medicina e Saúde

(foto: 123TRF)

Sarampo, escarlatina, rubéola, catapora, você certamente já ouviu falar em alguma dessas doenças – todas com sintomas semelhantes (como febre e manchas na pele) e por isso são chamadas de ‘doenças exantemáticas’. A palavra exantema tem origem grega e significa “florescer”, o que remete às erupções cutâneas associadas à febre que ocorrem geralmente nas crianças quando acometidas por alguma dessas doenças. Um exantema pode ser causado por toxinas, medicamentos, microrganismos diversos (vírus, bactérias, parasitas ou fungos) ou como resultado de reações alérgicas e doenças autoimunes.

A manifestação das erupções são extremamente comuns em crianças menores de cinco anos. Podem apresentar ao pediatra um grande desafio na definição de um diagnóstico, dadas as semelhanças nas formas e na distribuição das erupções entre as várias possíveis doenças. As causas podem ser infecciosas ou contagiosas, mas, sem dúvidas, a mais frequente em crianças é a infecciosa – particularmente ocasionada por vírus.

Os chamados exantemas virais podem ser causados ​​por muitos tipos de vírus. Os mais comuns nas crianças são:

  • Vírus varicela-zoster, causador da varicela (catapora);
  • Outros vírus da família herpes, particularmente o herpes 6, causador da roséola;
  • Parvovirus B19, causador do eritema infeccioso;
  • Sarampo (reintroduzido nas Américas nos últimos anos após período eliminado no continente);
  • Virus Epstein-Barr, causador da mononucleose;
  • Citomegalovírus (também chamado CMV);
  • Enterovírus, causadores da doença mão-pé-boca;
  • Rubéola;
  • Adenovírus.

Infecções na garganta podem ser frequentes na infância e um possível causador é a bactéria Streptococcus pyogenes, mais conhecida como estreptococo, causadora da escarlatina – um exantema associado à essa infecção bacteriana.

 

De olho nos sintomas: saiba como identificar

Exantemas virais são muito comuns e podem variar na aparência. A maioria causa manchas vermelhas ou rosadas na pele em grandes e variadas partes do corpo. As lesões geralmente não coçam, mas alguns tipos podem causar bolhas e coçar muito, especialmente a catapora.

Muitas das infecções que causam exantemas também podem causar febre, dor de cabeça, dor de garganta, secreção nasal clara, tosse, dor muscular e fadiga. No entanto, a maioria segue um curso benigno, que pode durar de alguns dias até poucas semanas, sem tratamento específico.

 

Como é feito o diagnóstico

A avaliação cuidadosa da história e das manifestações clínicas, além das características e localização da erupção cutânea, é necessária para distinguir uma doença da outra. Idade do paciente, histórico de vacinação, história de contato ou exposição a outras crianças com sintomas semelhantes auxiliam na elucidação do quadro.

Em algumas situações, exames laboratoriais não invasivos permitem identificar o estreptococo na região da garganta, além de outras diversas opções de vírus a serem identificados na cavidade nasal. Existem diversos tipos de testes disponíveis, cada qual com suas vantagens. Em geral, novas tecnologias permitem fornecer resultados em menos de duas horas, podendo ser úteis na diferenciação entre causas infecciosas virais e bacterianas.

 

Afastamento das atividades escolares

O afastamento das crianças infectadas é extremamente importante para reduzir a cadeia de transmissão das doenças. A duração da transmissão dos microrganismos é bastante variada, mas em geral gira em torno de cinco a sete dias, principalmente durante o período de febre. Em geral, recomenda-se o afastamento da criança até que se obtenham dois dias sem febre e uma melhora do quadro geral seja evidente. Nos casos de catapora, a criança deve ficar afastada até que não existam novas lesões com líquido dentro e que todas as lesões do corpo tenham formado uma crosta sobre elas.

 

Cuidados e tratamentos

Em geral, os exantemas virais e as infecções que os causam desaparecem em poucos dias e de forma espontânea, sem problemas ou sequelas no longo prazo. O uso de analgésicos comuns (dipirona, paracetamol e ibuprofeno) é eficaz para o controle dos sintomas mais frequentes, como febre, dor e indisposição.

 

A ingestão de líquidos é fundamental para a recuperação do quadro e deve ser estimulada sempre. Já em relação à alimentação, a criança pode perder o apetite por alguns dias durante e após a infecção. Caso não haja sucesso em manter uma boa hidratação, procure o pediatra ou algum serviço de saúde para que a criança seja prontamente avaliada.

 

Dá para prevenir? 

As melhores formas de prevenir essas infecções e reduzir a transmissão para outros indivíduos saudáveis são:

  • Mantenha as vacinas sempre atualizadas – vacinas seguras e altamente eficazes contra diversos vírus estão disponíveis nas redes pública e privada de imunizações. Com a vacinação, o número de casos de sarampo, rubéola e varicela (catapora) diminuiu significantemente, mas é fundamental manter a vacinação sempre em dia. Até o momento, não existem vacinas disponíveis para os demais vírus ou bactérias causadoras de doenças exantemáticas.
  • Evite contato com crianças que estão com alguma doença exantemática ou febre ainda inexplicável – infecções virais podem ser altamente contagiosas, transmitidas por gotículas respiratórias (disseminadas durante episódios de tosse e espirros) e compartilhamento de utensílios (como talheres e copos) e brinquedos quando levados à boca. Portanto, qualquer criança com um exantema viral (independentemente da causa) e especialmente com qualquer manifestação respiratória deve evitar contato próximo com outras crianças saudáveis até que a febre tenha desaparecido e haja uma melhora significativa das lesões na pele.
  • Promova medidas de higiene respiratória e etiqueta da tosse – evitar tocar mucosas dos olhos, nariz e boca, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, lavar as mãos com água e sabão (e, quando possível, higienizá-las com álcool gel) e utilizar o lenço descartável para higienização nasal são medidas preventivas contra doenças de transmissão respiratória. Inalações e limpeza do nariz com soro fisiológico promovem alívio imediato, são altamente eficazes na redução dos sintomas respiratórios e são sempre indicados quando coriza, obstrução nasal e tosse estiverem presentes.

 

  • Equipe de Pediatras Fleury Medicina e Saúde

    O Fleury Medicina e Saúde conta com uma equipe de pediatras nas unidades Vila da Saúde, estruturadas especialmente para o atendimento pediátrico, para esclarecer as dúvidas das famílias em relação aos exames de seus filhos, oferecer suporte nos procedimentos, acompanhar os resultados urgentes e prestar assessoria médica ao pediatra da criança. Dentre eles, há pediatras especializados em imunização, endocrinologia, reumatologia, alergia, infectologia, entre outros

Data da postagem: 25 de junho de 2019

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