Enxoval: vale a pena contratar uma personal baby shopper?


Malu Echeverria
por: Malu Echeverria

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Taluana Adjuto, do Mamãe em Miami, com uma cliente em frente à loja mais famosa de produtos de bebês da cidade (Foto: Arquivo Pessoal)

Listas de compras, produtos que você não sabe para que servem (ou se são realmente úteis), inúmeras marcas à disposição. Comprar o enxoval do bebê, embora seja uma das coisas mais divertidas da gravidez, pode ser cansativo também. Uma ideia que surge é a de contratar uma personal baby shopper.  Como o próprio nome diz, trata-se de uma compradora profissional e pessoal – nesse caso, de itens para bebês. O serviço é comum nos Estados Unidos (como não se lembrar da consultora de compras mais famosa do cinema, Becky Bloom?) e, em menor escala, na Europa, mas também está começando a despontar por aqui. Mas será que vale a pena?  “A nossa função é otimizar o tempo e o dinheiro das clientes, uma vez que sabemos exatamente aonde ir, temos descontos exclusivos e estamos por dentro do que o bebê e a mãe vão precisar, além das novidades e lançamentos”, resume a personal baby shopper Taluana Adjuto, do Mamãe em Miami, cuja empresa atende não só em Miami, como também em Las Vegas, Nova York e Orlando.

Para a gerente de vendas Bruna Balilo, 25, mãe de primeira viagem, a assessoria foi fundamental. “Para começar, não estava familiarizada com muitos dos itens do enxoval. Então, a empresa que contratei fez uma lista para mim, com base nos meus gostos e no valor que eu tinha reservado. Com explicações, por exemplo, sobre a quantidade necessária e as melhores marcas, de acordo com a idade do bebê e a estação do ano quando ele irá usá-las”, conta. “Isso sem falar que me ensinou também os nomes dos produtos em inglês, algo que, mesmo dominando a língua, eu não sabia”, diz a futura mãe, que está na 31ª semana de gestação.

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Bruna Balilo (à dir.) com Renata Secron, da filial da FBNY nos EUA (Foto: Arquivo Pessoal)

Como funciona

Para facilitar a agenda dos clientes, o trabalho da personal baby shopper geralmente começa antes das compras. “É comum chegar nos EUA e se desesperar com a quantidade e a variedade de produtos oferecidos. Por esse motivo, orientamos nossos clientes a seguir uma lista personalizada que elaboramos previamente de acordo com o perfil e orçamento de cada um deles”, conta a personal baby shopper Mariana Cruso, da Fashion Baby New York (FBNY), com sede em Nova York e São Paulo. O ideal, de acordo com a especialista, é comprar apenas o enxoval para os primeiros 12 meses do bebê.

As compras costumam ser divididas em dois dias: o primeiro é dedicado à aquisição dos acessórios, como carrinho, bebê-conforto, mamadeiras, cosméticos, brinquedos, etc. Já o segundo dia, às roupinhas. Dependendo da cidade, as lojas entregam os produtos comprados no hotel do cliente – ou, se for o caso, a personal baby shopper se encarrega do transporte também, tanto das compras quanto da gestante e seu (ou seus) acompanhante(s). E, em média, são cinco horas de compras por dia.

Sem sair do Brasil

Em função da alta do dólar, a viagem ao exterior para fazer o enxoval de bebê ficou inviável para muitas famílias. E dá para contratar uma personal baby shopper por aqui também. Antenada nas necessidades das mães brasileiras, a FBNY começou a oferecer o serviço de assessoria de compras na capital paulista. O esquema é mesmo que nos EUA. “Fazemos uma reunião por Skype ou Facetime para conhecer melhor os pais (ou pessoalmente, caso morem em São Paulo) e, com base nessa conversa, montamos a lista personalizada para o primeiro ano de vida do bebê. Depois, os acompanhamos em um dia de compras pelas lojas parceiras, explicando todos os itens”, explica Mariana, da FBNY. Para grávidas sem tempo ou que estão de repouso, elas oferecem o serviço de malinha delivery e levam na casa da cliente uma seleção de produtos de várias marcas com quem têm parceria.  Outra alternativa oferecida pela empresa é mesclar as compras no Brasil e nos EUA – os produtos do exterior, nesse caso, são entregues a algum amigo ou familiar da cliente que vá aos EUA ou na filial de São Paulo. Taluana Adjuto, do Mamãe em Miami, também oferece serviço parecido, com envio de encomendas por meio de um portador ao Brasil.

E quanto custa?

O valor depende do tipo de serviço contratado. Nos Estados Unidos, o pacote da FBNY sai por US$ 300 dólares e, no Brasil, R$ 700 reais. “Mas também há a opção de elaborarmos a lista de compras, sem o acompanhamento às lojas, entre outros pacotes”, explica Mariana. Assim, o melhor é negociar de acordo com as necessidades, o orçamento e o perfil da grávida. Já a assessoria do Mamãe em Miami oferece um dia de compras de acessórios (período de quatro horas) por R$ 250 dólares, um dia para compras de roupinhas (período de até cinco horas) por R$ 350 dólares ou dois dias (período de até cinco horas), com transporte, por R$ 500 dólares. “O valor do serviço, no fim das contas, compensou e muito, pois ganhei descontos exclusivos e cupons de compras”, relata Bruna. Os clientes das personal baby shoppers têm esses benefícios por conta das parcerias que elas fazem com as lojas especializadas em gravidez e enxoval.

  • Malu Echeverria

    Jornalista, mãe do Gael e redatora-chefe do It Mãe. Para ela, é essencial colocar a máscara de oxigênio primeiro na gente, depois na criança

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