Seja luz para Isadora: família faz vaquinha virtual para tratar doença grave


Natália Folloni
por: Natália Folloni

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A pequena Isadora e sua mãe, Tirza, em trecho do vídeo “The Story of Isadora” (imagem: Reprodução Vimeo)

Nos últimos anos, a doação de dinheiro por meio de campanhas na internet tem sido uma alternativa encontrada por muitas famílias para arrecadar recursos para tratar os filhos com problemas graves de saúde – como é o caso da pequena Isadora, de 2 anos e 5 meses. A bebê apresenta paralisia cerebral e sofre de crises de convulsão desde os 4 meses de idade, por influência da toxoplasmose, uma doença infecciosa parasitária diagnosticada ainda durante a gestação. O tratamento mais eficaz é o de células-tronco, de um tipo que ainda não existe no Brasil e custa cerca de 150 mil reais. Para angariar o valor necessário, os pais de Isadora, Tirza (32) e Willian Neves (31), criaram uma vaquinha virtual. “Recebemos um vídeo, por uma rede social, de outra criança que está indo fazer esse tratamento e conseguiu o valor pela vaquinha”, conta Tirza. E assim surgiu a ideia da campanha Seja luz para Isadora, que começou em julho desse ano e vai até o dia 4 dezembro. Até agora, a família já arrecadou cerca de 33 mil reais.

As convulsões de Isadora acontecem por conta do quadro neurológico da menina, pois a toxoplasmose causou hidrocefalia (acúmulo de líquido cefalorraquidiano no interior do crânio) e algumas calcificações no cérebro, de acordo com a mãe. Após o nascimento de Isadora, a pequena passou por um procedimento cirúrgico bem sucedido para drenar o líquido decorrente de hidrocefalia, no entanto, restaram algumas sequelas. Desde a primeira crise de convulsão, Isadora faz uso de medicação anticonvulsionante, mas recentemente, depois de passar por mais uma crise convulsiva, perdeu algumas de suas habilidades físicas e já não possui a coordenação motora de antes. A mãe diz que sua família passa por desafios diários e está tentando de tudo para conseguir o dinheiro – desde a realização de eventos a atos no semáforo. “O que eu sempre digo é que, se existe um tratamento que possa melhorar a qualidade de vida da minha filha, é o que iremos fazer. Não importa onde ou quanto (seja o valor), ela merece ter acesso e vamos conseguir! A Isadora arrasa! É um milagre a cada dia”, complementa Tirza, esperançosa.

Antes de Isadora, outras famílias se destacaram na mídia ao fazer o mesmo. Como foi a bebê Sophia, que sofria de síndrome de Berdon (má-formação dos órgãos viscerais) e cujos pais tiveram de fazer uma vaquinha para realizar o transplante multivisceral da filha nos EUA. A família conseguiu arrecadar 1,8 milhão de reais e a bebê chegou a ser operada, mas, infelizmente, no ano passado, Sophia faleceu após uma parada cardíaca. Outro caso que comoveu famílias de todo o Brasil é o do Pedrinho, que nasceu com a síndrome do intestino curto e também participou de uma vaquinha na internet para realizar o transplante multivisceral nos Estados Unidos por meio da campanha Ajude o Pedrinho a continuar sorrindo. Vamos ajudar?

 

  • Natália Folloni

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