Como escolher o brinquedo certo para o seu filho


Malu Echeverria
por: Malu Echeverria

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Todo brinquedo, em si, pode fazer com que seu filho aprenda algo, seja de plástico ou madeira (Foto: 123RF)

Brinquedo, atualmente, é quase sinônimo de estímulo – e opções que prometem tornar a criança mais inteligente/habilidosa/criativa não faltam no mercado. Só esse ano foram apresentados na Feira Brasileira de Brinquedos, promovida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), 1,5 mil lançamentos. Os fabricantes continuam apostando em tecnologia e tradição, mas com tanta novidade assim, está difícil escolher. Quando os pais entram na loja, ficam perdidos… já as crianças, querem levar tudo! Tem quem busque alternativas mais artesanais, o chamado brinquedo educativo, tem quem se renda aos brinquedos anunciados na televisão ou com personagens da moda, tem que vá direto para a prateleira dos eletrônicos… mas bate aquela dúvida:  fiz uma boa escolha?

Todo brinquedo, em si, pode fazer com que o seu filho aprenda algo, seja de madeira, papelão ou de plástico. “Convencionou-se chamar de educativos esses que parecem estimular uma habilidade específica, mas na verdade todos geram algum tipo de aprendizagem”, explica a psicopedagoga Rosângela Hasegawa, diretora do Colégio Evolve Berçário e Educação Infantil, em São Paulo.  Para a educadora, um bom brinquedo é aquele que, em primeiro lugar, atrai e envolve as crianças. Pois quanto mais divertida a brincadeira, maiores as chances da criança tirar alguma lição da experiência. A ludoeducadora Germana Savoy concorda. “Quando a brincadeira gera prazer, aciona-se o sistema límbico (parte do cérebro importante para os processos de aprendizagem), fazendo com que o conteúdo seja registrado de modo mais eficaz”, explica. E completa: “é nas mãos de uma criança que o brinquedo passa a existir. Senão, ele é só mais um objeto”.

Voltando à cena na loja, o que levar em conta na hora de escolher um diante de tantas ofertas? As especialistas dão algumas dicas:

  • Escolha de acordo com a idade do seu filho. Observar esse detalhe na caixa evita que o brinquedo seja deixado de lado, por ser fácil ou difícil demais de “usar”. E também garante que seja seguro para a faixa etária;
  • O seu orçamento também é um fator importante. Porque não adianta levar para casa algo caro e, depois, proibir a criança de brincar da maneira que quiser, para evitar quebrá-lo ou perder peças;
  • Dê preferência aos produtos com selo do Inmetro, que avalia a qualidade e a segurança dos mesmos. Essa certificação, aliás, é obrigatória para todos os brinquedos comercializados no Brasil, tanto nacionais, quanto importados;
  • Por último, observe os interesses do seu filho. E nada de criar expectativas sobre os resultados. O mesmo brinquedo pode ser usado (e ensinar algo) de inúmeras formas, pois cada criança brinca de um jeito.
  • Malu Echeverria

    Jornalista, mãe do Gael e redatora-chefe do It Mãe. Para ela, é essencial colocar a máscara de oxigênio primeiro na gente, depois na criança

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