Comidinhas como objeto de troca ou conquista. Vale?


Camila e Gabriela Kirmayr
por: Camila e Gabriela Kirmayr
Gabi é nutricionista infantil e Cami é comunicóloga. Elas são sócias da consultoria de nutrição infantil Coisa de Nutri

Quem nunca usou o alimento como moeda de troca? Quem nunca usou o alimento para suprir uma ausência ou para acalmar a criança em uma situação que não temos tanto controle? Nós já (foto: 123TRF)

 

Olá It Mães!

Desta vez escolhemos falar de um assunto daqueles que preferimos nem falar muito. E sabe por que? Porque sabemos que não é o melhor a ser feito, mas é o melhor que podemos fazer naquela situação com nossas kids.

Quem nunca usou o alimento como moeda de troca? Quem nunca usou o alimento para suprir uma ausência ou para acalmar a criança em uma situação que não temos tanto controle? Nós já. E não é pecado.

Mas precisamos dar uma olhada para essa situação e fazer alguns ajustes pelo bem dos nossos filhos.

Não temos como negar que o alimento tem uma função social imensa em nossas rotinas. É em volta da mesa cheia de alimentos que nos sentamos para celebrar ocasiões, é através do preparo de alimentos que oferecemos amor para família. Alimentos nos trazem recordações da infância, nos trazem sabores, cores e texturas que ativam todos os nossos sentidos. E de quebra nos trazem aconchego.

Essa relação com o alimento é legitima e precisa ser respeitada. E curtida, muito bem curtida por sinal 😊

Onde está o problema?

A relação da criança com o alimento está em construção. E essa construção é responsabilidade nossa conduzir. Quando colocamos o alimento no território de prêmio, recompensa e conquista, automaticamente conduzimos um significado novo da relação da criança com o alimento.

Cria-se uma condição, uma dependência e uma associação imediata: comida = presente.

Isso tira a naturalidade da relação saudável com o alimento. E a criança carregará para a vida essa condição.

“Se estou feliz, mereço um prêmio: comida. Se estou triste, mereço um presente: comida.”

Quando na verdade o que precisa ser respeitado é a fome, o desejo, a vontade e as vezes até a gula, rsrsrs.

Mas não a “condição de premiação”. Esse ciclo não pode ser alimentado pelos pais para que a relação da criança com a comida seja natural.

E finalizando, para piorar um pouquinho a situação, costumamos usar os alimentos mais gordinhos nessa troca: chocolatinho, sorvetinhos, balas e afins.

São as famosas confort-foods, que trazem aconchego e demonstram amor.

Bom, “que facciamo” então? Vamos tentar mudar aos poucos, dentro dos nossos limites.

– Substituir esses “alimentos mimos” para alimentos saudáveis, já vai dar uma grande ajuda, como frutinhas, snacks integrais e vegetais cortadinhos.

– Na hora do “socorro, não sei o que fazer”, alternar os “alimentos mimos” com materiais e atividades brincantes. Crianças amam. Se aproprie de livros de atividades, canetinhas e brinquedos portáteis para carregar por aí.

– Que tal ao invés de mimos, tentar dar um pouquinho do seu tempo? Tenha certeza que é tudo o que seu filho mais vai amar na vida. Temos dificuldade de brincar as vezes … para isso tem uma consultoria que pode te ajudar no dia a dia, é a @tempojunto. Tem várias dicas fáceis e super educativas.

Educar não é uma função fácil. Exige paciência, aprendizado, paciência, sabedoria e paciência. Rs. Mas algumas atitudes de hoje, podem deixar o futuro dos nossos filhos bem mais bacana. E eles só terão a nos agradecer.

Vamos nessa!!

Beijos

Cami e Gabi

 

 

 

  • Camila e Gabriela Kirmayr

    Camila é publicitária, certificada em disciplina positiva e mãe do Frederico, de 3 anos. Gabriela é nutricionista infantil e mãe da Júlia, 12 anos, e da Lara 14. As duas são sócias da consultoria de nutrição infantil Coisa de Nutri

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