Colocar de castigo ou não? Eis a questão!


Maria Carolina Signorelli
por: Maria Carolina Signorelli
Psicóloga de crianças e adolescentes

Neste post, seguiremos falando sobre a importância dos limites.
O castigo é uma conduta bem polêmica e sempre gera muita discussão!
Limites e regras são necessários para que possamos vivem em harmonia com a gente mesmo e com outro. Ter consciência das nossas limitações e entender que não podemos fazer tudo, nos traz segurança.
Um exemplo: Já imaginou o caos que seria o trânsito se todos seguissem livremente para onde desejassem, sem respeitar as sinalizações e os faróis? As regras de trânsito existem para que veículos e pedestres possam transitar de maneira organizada e, consequentemente, segura.
O fio condutor na educação dos filhos deve ser sempre o limite protetor. É o bem-estar deles que está em jogo. Muitas vezes, diante de uma situação de perigo, os pais costumam cometem erros como por exemplo, dizer ao filho: “Não coloque o dedo na tomada porque senão a mamãe vai ficar triste!”.
Veja bem, você não está dando uma justificativa coerente para seu filho. O correto seria dizer: “Não coloque o dedo na tomada porque você pode se machucar. É perigoso”. Se a criança insistir em colocar o dedo na tomada, você até pode ter uma atitude mais firme e tirá-la do local perigoso. Mas deixe claro o motivo da repreensão. Até mesmo aos 2 anos, as crianças precisam de uma justificativa coerente.
Ela precisa contextualizar a experiência, compreender o que o adulto está ensinando a ela. Tem que fazer sentido. E isto é muito mais complexo do que ensinar o que é certo ou errado.
Quando os pais batem nos filhos, ainda que seja uma palmadinha considerada indefesa por eles, a criança sente raiva e medo. É o medo da agressão que geralmente fará com que a criança não repita a atitude. Isto é muito diferente do que compreender as razões pela qual foi punida por seus pais.
Você até pode dar um castigo, desde que a atitude da criança realmente mereça uma punição, mas não porque você, pai ou mãe, está cansando e impaciente. Um exemplo de punição: Tirar o video-game quando a criança deixou de fazer a lição de casa. Mas lembre-se que aqui, o que está em questão, é a compreensão da importância de lidar com suas obrigações de criança. Sempre se pergunte: Vale a pena dar castigo? Estou sendo coerente?
Já ouvi muito os pais me dizerem: “Eu até ameaço colocar de castigo, mas não resolve!”. Educar para aprender é muito diferente de educar sob angústia. A punição pode ser traumática para criança, pois os pais que deveriam protegê-la, acabam sendo percebidos como alguém que a ameaça. É por isso que ameaçar e castigar geralmente não dá resultado e pode tornar as coisas ainda mais difíceis de serem resolvidas!
Eu sou uma defensora incansável da boa e velha conversa! Conversar parece algo simples, mas não é! Requer muita dedicação e paciência!

Um beijo e até a próxima!

Carol

PS: Venho recebendo muitas perguntas com dúvidas! Na medida do possível, tenho respondido-as por e-mail. Mas como há questões e ansiedades que são semelhantes e se repetem em boa parte delas, vou selecionar algumas para serem respondidas mensalmente aqui, na minha coluna. Fico muito feliz com este retorno! É um prazer e um orgulho participar do It Mãe! Para entrar em contato comigo, mande um e-mail para carol.signorelli@uol.com.br

  • Maria Carolina Signorelli

    Psicóloga e mãe de Gabriela e Fernando. Ou vice-versa! Atende crianças e adolescentes no consultório e é expert em orientar os pais em seus dilemas

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