Curso Babá nota 10 – parte 3


Taluana Adjuto
por: Taluana Adjuto
Especialista em enxoval de bebês. Comanda a assessoria de compras Talu Concept, em MIami

Se você não quer que a babá fique no celular enquanto trabalha, avise educadamente. Não deixe passar (foto: reprodução)

Depois de passar pela  turbulência inicial de procura e (ufa) do encontro da babá que
cuidara do(s) pequeno(s), depois de definir com ela as condutas a seguir de
acordo com a dinâmica da sua família, ainda vem uma terceira fase. E não dá para fugir dela. Pois só no dia a dia, quando surge a famosa frase “E agora?”, é que você vai moldar a babá. Para isso, o alinhamento (leia-se, aquele ajuste fino entre a SUA teoria e a prática DELA) é FUNDAMENTAL!

Percebo que a grande maioria das mulheres tem enorme dificuldade de
impor regras, com receio de “magoar” a profissional, ou pior ainda, com
medo de possíveis “retaliações”. Com isso, a mãe perde a oportunidade de pontuar seu descontentamento quando as coisas não saem como ela gostaria. Isso, sem dúvida nenhuma, vai gerando angustia que só cresce e NUNCA desaparece!

Abaixo, alguns exemplos extremamente corriqueiros, que as mães costumam
deixar passar, alegando que aquilo é algo bobo e que êh melhor fazer “vista grossa”. Esses probleminhas vão se somando e, de repente – aí sim!-  uma tolice,
acaba se tornando a gota que falta para o copo da sua paciência transbordar:

– Quando a profissional costuma cantar músicas que não são do seu gosto Se isso a incomoda, avise logo na primeira vez. Diga que respeita as preferências musicais dela, mas que prefere que ela não cante.

– Quando a profissional tem mania de perguntar para onde vocês vão passear e a que horas voltam, fazendo um tipo de controle
Sugiro que você sempre a informe para a onde estão indo, pois, se ela vai junto, tem o direito de saber. Com relação ao horário de retorno, isso só importará, caso vá ultrapassar o horário de saída dela. Nesse caso, você deve ter o consentimento da mesma, ou um combinado sobre como ela vai retonar antes (de ônibus, a pé, de taxi, de carona) caso não possa ficar até mais tarde.

– Quando a profissional acaba com as guloseimas ou algum alimento que alguém da família (ou todo mundo) adora

Como em qualquer outro trabalho, ou mesmo na vida,  ninguém tem o direito de comer algo que não lhe é oferecido. Seguindo esse princípio básico de educação, mantenha
a calma e a informe que alguns alimentos são destinados à família, e que
você avisará quando ela poderá se servir dos mesmos. Algo parecido pode ocorrer em passeios, quando você compra um sorvete para você ou para seu filho e se sente na obrigação de comprar para ela também. Olha só, se ela já se alimentou, não é necessário servir-se de guloseimas pagas por você!  Veja, esse aspecto pode parecer delicado e constrangedor, e fazer você pensar “nossa que horror!”. Porém, imagine que você destinou uma verba especifica para salário, encargos e condução da babá. Somados a pequenos gastos a cada passeio, isso sem dúvida vai impactar no seu orçamento (é quase como ter mais um filho!) e gerar uma obrigação que você não tem. Portanto, chega de constrangimentos bobos, ok? (Agora, óbvio, se tiver dinheiro sobrando ou se não se importar com isso, pague o que quiser!)

– Quando a profissional fala como se fosse bebê com a
criança, fala errado, fica atendendo ligações durante o trabalho, usa algum
perfume que a incomoda… Qualquer situação ou postura que não a
deixe confortável deve ser pontuada! Claro que de maneira calma e
educada. Se ocorreu algo que verdadeiramente lhe irritou, procure
esperar passar a raiva para então conversar numa boa e orienta-lá
adequadamente. Ou você vai tirar o foco no problema ser resolvido e gerar uma briga, perdendo assim a razão. Elegância ao repreender é fundamental.  Uma boa profissional vai seguir suas instruções em nome de entregar um serviço de qualidade.

Agora, sugiro sempre esse alinhamento ajustes passíveis de serem realizados. Condutas típicas de má profissional como atrasos frequentes, saídas
antes do horário, faltas ou qualquer outro comportamento incabível devem ser seriamente consideradas como causa mais que justa para a troca de babá.

É melhor ter de novo tenha uma dorzinha de cabeça
para encontrar outra pessoa, e começar tudo de novo (sempre com mais
experiência) e com muito mais paz!

Bjs

Taluana

  • Taluana Adjuto

    A mãe de Ayron e Leonna mora em Miami é especialista em enxoval de bebês e comanda a assessoria de compras Talu Concept

Data da postagem: 11 de setembro de 2012

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