Curso babá nota 10 – parte 1


Daniela Folloni
por: Daniela Folloni
Jornalista fundadora e diretora de conteúdo do Portal It Mãe

Tudo bem, ela não vai ser uma Mary Poppins. Mas tem que fazer a diferença! (foto:divulgação)

A partir de hoje, farei um passo a passo especial para quem precisa contratar e treinar uma babá para que ela seja mesmo seu braço direito na criação de suas filhos. Passaremos 3 etapas:

1- Recrutamento e seleção

2- Contratação e treinamento

3- Alinhamento

Hoje o tema é… recrutamento e seleção!

Enfim chegou a hora dolorosa para algumas, de entusiasmo para outras, porém, sem dúvida nenhuma, de ansiedade para TODAS: voltar ao trabalho após o nascimento do bebê.
Se depois de todas as alternativas: mãe/sogra/outro familiar/berçário/babá, você optou pela babá, aqui vão alguns toques importantes para procurar a sua (ou, melhor, dos seus filhos) e escolher a melhor:

Na hora de procurar, pense no perfil que seria mais interessante para você. Se estiver se sentindo insegura, talvez seja melhor alguém já experiente. Se não gosta de “pitacos”, talvez seja uma boa alguém mais nova ou inexperiente que você possa “moldar”!

Garanto que  idade não é fundamental. Claro que ele deve sempre ser maior de 18 anos! O estado civil e idade dos filhos dela contam, sim, especialmente se ela tiver de trabalhar algumas noite e alguns fins de semana. Se a candidata namora ou é recém casada e você precisa dela para pernoites e viagens constantes, não tenha dúvida: uma hora o parceiro dela vai reclamar e isso influenciará diretamente na sua vida! Se ela for solteira, investigue a disponibilidade para o fim de semana, tente descobrir, sentir, se o perfil dela é de quem faz questão de ser divertir ou se realmente não se importa de trabalhar aos sábados e domingos, se você solicitar. Digo para ficar atenta, pois, embora muitas topem na hora da contratação, há o risco de a babá se sentir sufocada mais tarde e não permanecer no mesmo ritmo, deixando você na mão. Uma opção, aliás, é contratar uma folguista para os fins de semana. Assim, a a babá descansa e executa bem o serviço de segunda a sexta.

Se a babá tem os filhos muito pequenos, há chances reais de eles ficarem doentes (assim como os nosso ficam!). Nessas situações, ela terá que faltar para levar ao médico ou cuidar da criança (as creches não recebem pequenos doentes). Se, nessas situações, você puder recorrer a um plano B (avós, o pai, a tia…), fica mais fácil. Mas, se o seu plano A, B e C for a babá, melhor escolher outro perfil.

Antes de partir para o recrutamento, decida também quais serão, de fato, os dias/horários em que vai precisar da babá, o valor que pode/pretende pagar -considerando a condução (por isso a localização é bem importante) e  os encargos, o décimo terceiro e as férias.

Ao negociar o salário, ainda que consiga que ela aceite um valor mais baixo do que o pretendido, considere que uma hora ela vai querer um reajuste – principalmente se não estiver sendo remunerada como a maioria. Caso contrário, a babá certamente ficará desmotivada. Então, negocie com consciência.

Se você deve se preocupar com a escolaridade? Esse é um aspecto que depende absolutamente dos seus anseios. Na maioria das vezes, a conduta conta mais do que o fato ter ou não segundo grau ou ser uma monitora graduada. Alguém que seja de total confiança, responsável e que cuide do seu bebê com carinho, não precisa, necessariamente, ter o segundo grau completo. Agora, se deseja alguém com mais conteúdo e que seja sua parceira na educação da criança (especialmente quando ela for ficando mais velha), pode ser mais interessante que a babá tenha mais qualificação. Isso, claro, vai custar mais caro.

Você pode (e deve) pedir atestado de antecedentes criminais, além de comprovante de escolaridade, quando for o caso.

Referencias anteriores são fundamentais. E, caso ela não tenha experiência, vale muito conhecer a família dela e o local onde vive. A maioria não se interessa por isso ou fica constrangida. Mas, para proteger sua prole e trabalhar em paz, vale tudo!!!

beijos e até o próximo post!

Talu Adjuto

  • Daniela Folloni

    Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

Data da postagem: 20 de agosto de 2012

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