Passeios e viagens com bebês: como se organizar?


Vanessa Radonsky
por: Vanessa Radonsky
Pediatra do Fleury Medicina e Saúde

Em relação às viagens de avião, é recomendado aguardar os primeiros três meses do bebê, porque ele não recebeu  as principais vacinas e ainda está adquirindo sua imunidade  (foto: 123TRF)

Programar passeios e viagens com bebês nem sempre é fácil, mas costuma valer super a pena. Por isso, o importante é ficar atenta para algumas recomendações básicas que podem variar conforme a idade do pequeno. Animada? Vamos às dicas!

 

Bebês até o terceiro mês, sem dúvida, necessitam de uma maior restrição na escolha dos lugares. Nesta fase, aconselhamos não frequentar lugares fechados com pessoas aglomeradas, como restaurantes e shoppings, por exemplo. É preciso ficar atendo às pessoas que estão resfriadas ou com alguma enfermidade, pois nessa fase o bebê é mais suscetível por não ter recebido as principais vacinas e estar adquirindo sua imunidade. Um simples resfriado de uma criança grande ou de um adulto pode causar uma pneumonia em um recém-nascido.

 

Passeios em parques ou casas de parentes são as melhores opções nesse período. O bom senso vale muito! Não adianta evitar uma ida ao shopping e pegar o elevador do prédio lotado, por exemplo.

 

Aos poucos as possibilidades vão sendo ampliadas e, aos seis meses, o bebê já pode participar da maioria dos passeios e viagens em família. Outra dica é respeitar os horários de sono e alimentação da criança. A rotina dela deve ser preservada sempre que possível. Caso contrário, a criança corre o risco de ficar super estimulada e, muitas vezes, irritada.

 

Em relação à malinha, alguns itens são essenciais para quando sair de casa, independentemente do local ou de quanto tempo forem ficar fora. O que deve estar sempre em mãos: fralda descartável, fralda de algodão, lenço umedecido, pomada para assaduras, uma troca de roupa completa, e mais um casaquinho dependendo da temperatura e, ainda, um trocador portátil. Se o bebê já estiver consumindo alimentos além do leite materno, sua comidinha deve estar a tiracolo também.

 

Para os passeios de carro é fundamental um bebê conforto no banco de trás. Não importa a distância do percurso, o bebê não deve ser retirado por nenhum motivo. Já nas viagens mais longas, é preciso lembrar-se de fazer algumas paradas para alimentação e trocas de fraldas. E nada de amamentar o bebê no carro em movimento.

 

Conforme vai crescendo, o bebê conforto é substituído por cadeirinha virada para frente. Para isso, é necessário verificar o peso e a altura do pequeno.

 

E no avião?

Em relação às viagens de avião, se possível, é recomendado aguardar os primeiros três meses. Uma boa notícia é que as crianças até dois anos têm prioridade ao embarcar. Podem ficar com carrinho até entrar no avião, que será devolvido no destino final. Para a bagagem de mão, não esquecer todos os itens indispensáveis que mencionamos, como troca de fralda, roupa e alimento. O pediatra também pode indicar alguns medicamentos que podem ser necessários durante o voo, como analgésicos, antitérmicos e antieméticos.

 

Em viagens longas, para bebês até seis meses existe a possibilidade de pagar uma taxa para usar um berço e ficar em fila com mais espaço. Para os bebês que ficam no colo, é fundamental solicitar um cinto de segurança para acoplar ao da mãe ou de quem o acompanha. Deslocar-se durante o voo apenas quando necessário e, nos demais momentos, manter o cinto afivelado para prevenir acidentes durante as turbulências.

 

Hotel ou casa?

Sempre vem esta dúvida também ao viajar. Se optar por ficar em hotel, verifique a disponibilidade de berço e banheira. Para aqueles que não têm banheira disponível, uma boa opção é levar uma piscina inflável para o banho. Para os bebês que não estão em aleitamento materno exclusivo, uma copinha com fogão e micro-ondas é fundamental para aquecer a mamadeira e as papinhas para alimentar os bebês acima de seis meses.

 

 

 

  • Vanessa Radonsky

    Pediatra do Fleury Medicina e Saúde, tem especialização em Endocrinologia Pediátrica pelo Instituto da Criança – HCFMUSP e é pós-graduanda em Endocrinologia e Metabolismo Ósseo pela UNIFESP. É mãe da Letícia e da Beatriz.

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