Viajar com filhos é redescobrir lugares


Rafaela Donini
por: Rafaela Donini
Mãe da Donatella empresária de moda infantil e diretora do Primi Stilli

 Correr na grama do Jardin des Tuileries, em Paris, e abrir uma toalha no chão para fazer um lanche me fizeram ver esse grandioso e histórico local com outros olhos (foto: arquivo pessoal)

            Cada vez que viajo com a Donatella, que vai completar 2 aninhos no próximo mês de agosto, me dou conta que redescubro lugares que achei que já conhecia. Que nada. Quando viajamos apenas com adultos, nossa percepção é uma, muito mais voltada para grandes atrações, restaurantes, programações noturnas, às vezes aventuras radicais. Mas quando viajamos com filhos pequenos, o ponto de vista muda radicalmente – e percebemos detalhes e coisas que jamais havíamos percebido antes.

            Em maio, passei uma semana com minha filha, que ainda é um bebê, em Paris. Como tinha um curso de moda marcado para fazer por lá, embarquei uma semana antes com ela, para curtir a cidade em que eu já havia estado várias vezes de outra forma. E foi exatamente isso que aconteceu. Descobri uma Paris que eu não conhecia.

Ver a Torre Eiffel ao lado de uma criança pequena é diferente de ver a partir do olhar adulto – eles vibram com detalhes que passam despercebidos por nós (foto: arquivo pessoal)

            Foi tudo tão diferente que parecia outra cidade – do embarque ao adeus (sofrido!, pois foi a primeira vez que fiquei longe dela uma semana. fiz o curso depois que Donatella retornou ao Brasil). Aproveitamos as sutilezas ao ar livre, como fazer piquenique e andar em cada carrossel que aparecia pelo caminho. Cada passeio se transformou em uma nova experiência. Ver a Torre Eiffel ao lado de uma criança pequena é diferente de ver a partir do olhar adulto – eles vibram com detalhes que passam despercebidos por nós. Correr na grama do Jardin des Tuileries, pular nas camas elásticas e abrir uma toalha no chão para fazer um lanche me fizeram ver esse grandioso e histórico local com outros olhos. Olhar de simplicidade infantil: afinal, ele está ali não apenas pela imponência, mas para ser um espaço de convivência e muita diversão para as crianças. Cada espaço das Galerias Lafayette tinha um encanto à parte para Donatella, que conversava com gigantescos bichos de pelúcia e vibrava com detalhes mínimos. Não me detive às marcas internacionais que encantam os visitantes, mas sim na interação dela com aquele espaço – que passou de comércio para puro encantamento.

 

Na loja da Hermès: não me detive às bolsas, mas sim na interação dela com aquele espaço (foto: arquivo pessoal)

            Quando fui a Nova York, em janeiro, com ela, já havia sentido a diferença que é levar filhos pequenos ao Exterior – especialmente a metrópoles turísticas usualmente ligadas a adultos. Lá, brincamos no Central Park e conhecemos museus infantis. Mas em Paris essa experiência se potencializou e foi encantadora a cada minuto.

            Uma dica bacana que posso deixar é, além de se entregar completamente ao ponto de vista da criança, alugar um apartamento em vez de um quarto de hotel. Foi o que fiz. A Donatella se sentiu em casa, o que tornou a rotina diária mais leve e fácil de levar. Quando for viajar com crianças para um lugar, seja cidade ou país que você já conhece, olhe o mundo através do ponto de vista deles. Não tente adequá-los aos programas adultos ou tradicionais. A experiência será completamente diferente e muito prazerosa!

Um beijo,

Rafa Donini

PS: Vem conhecer o meu blog: www.primistilli.com.br

  • Rafaela Donini

    Mãe da Donatella, dedica-se há mais de uma década ao mundo da moda como empresária, no marketing de coleções infantis. Dirige o portal Primi Stili, que tem curadoria de dicas e experiências contemporâneas para a infância

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