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Feriado na Amazônia com as crianças

Publicado em 20.04.2017 | por

Para chegar ao Tariri Amazon Lodge no meio da Amazônia, pegamos avião, taxi e barco, que foi o mais divertido! (foto: It Mãe)

 

As duas perguntas que mais me fizeram quando eu disse que iria para a Amazônia com as crianças:

Mas lá não tem muito mosquito?

É uma viagem segura para fazer com crianças?

Confesso que essas dúvidas não foram apenas das minhas amigas mães. Foram minhas também. Apesar de estar muito curiosa para conhecer a selva amazônica, também fiquei apreensiva, querendo adivinhar se estava fazendo a escolha certa para o nosso feriado (fomos em junho de 2016).

A primeira pergunta, sobre os mosquitos, eu fui logo apurar. E tive uma ótima notícia: o Ph do Rio Negro é ácido e não propicia a proliferação dos mosquitos. Então, dá para ser feliz sem a neura do repelente e de usar mangas compridas até mesmo de dia (quando fomos para o Pantanal, manga comprida era mandatório. para saber mais sobre essa outra viagem, clique aqui)

A segunda eu só poderia ter certeza absoluta depois da viagem. Mas  já tinha algumas pistas. Um amigo meu, dono de uma agência de turismo, a Venturas, já tinha ido para lá com o filho. E nos comentários dos hóspedes no Trip Advisor sobre o hotel que escolhemos, o Tariri Amazon Lodge, muitos deles haviam estado lá com crianças e elas tinham amado. Isso me deixou mais tranquila.

O vôo para Manaus dura cerca de 4 horas – meio puxado para as crianças. Então, se for viajar de dia, vale investir em um kit de entretenimento – o nosso foi composto de livros para colorir, tablet, coisinhas que eles gostam de comer etc. Na chegada, um motorista de taxi nos esperava. Mais uma hora e meia no carro, num trajeto que passa pela Ponta Negra e depois vai por uma estrada boa, bem asfaltada. Detalhe: a partir do meio do caminho o sinal do celular e internet já começa a falhar. Para quem precisa de uns dias desconectados, como nós, foi ótimo. O taxi nos deixou em um ponto da estrada de terra na beira da lagoa Acajatuba. Pegamos o barco a motor e, com ventinho no rosto, curtindo um visual digno de Globo Repórter, navegamos mais meia hora até chegar no Tariri. A parte do barco é sempre a preferida das crianças. 

 

Fabíola e Germano nos receberam em seu lodge. Fabíola cozinha que é uma maravilha e faz um doce e chocolate com cupuaçu inesquecível (foto: It Mãe)

No Tariri Lodge fomos recebidos pelos donos, Germano e Fabíola, e também por uma família de macacos, além de araras e tucanos que vivem soltos por ali e adoram os hóspedes. O drinque de boas vindas foi suco de caju. O lodge é todo construído sobre palafitas e as cabanas são de madeira. Simples, sem frescura, mas gostosas, com tela em todas as janelas, ventilador (bom mesmo é dormir com as janelas abertas, ouvindo o som da mata).

 

No píer do Tariri (foto: It Mãe)

 

Recepção da família de macacos (foto: It Mãe)

 

Uma das araras que vivem ali no Tariri (foto: It Mãe)

 

Na varanda da nossa cabana na floresta (foto: It Mãe)

O pessoal do lodge organiza a programação dos hóspedes, de modo que todos mundo consiga fazer tudo o que há de diversão. Logo no dia da chegada, saímos de barco para pescar. Aliás, tudo ali é feito de barco. Não há carro. É como se as lagoas e rios fossem as ruas e avenidas. No caminho até o ponto e pesca, passamos por vários cenários incríveis. A água límpida da lagoa Acajatuba, que desagua no rio Negro, parece um espelho e reflete todas a natureza nela, como se você tivesse uma visão dupla de tudo. Mágico!

 

Mãe e filha na pescaria (foto: It Mãe)

 

Na Amazônia, as ruas e avenidas são os rios. A gente fez tudo de barco (foto: It Mãe)

 

Fizemos também safári diurno e noturno, quando avistamos bichos-preguiça e jacarés. Também passeamos pela floresta amazônica com um guia do Tariri e eles nos apresentou várias árvores – muitas medicinais. Mas, na floresta, nela sim, tinha que ir de roupa de manga comprida. E a floresta é abafada, viu? Bela que detesta sentir calor, não gostou muito não. Já o Felipe adorou se pendurar nos cipós. Mas de zero a dez esse foi o passeio menos divertido por causa do calor excessivo.

 

Passeio na floresta quente e úmida. O Fe arrumou um cipó pra se pendurar (foto: It Mãe)

 

Um dos momentos mais esperados da viagem foi nadar com o boto cor-de-rosa. Impressionante o tamanho do bicho. Eles ficam ali perto do píer onde a gente vive essa experiência. Eles se aproximam por causa da comida que os donos do local dão. O Felipe ficou meio apreensivo e não quis sair do meu colo. Mas foi lindo e bem tranquilo!

 

Uma das experiências mais incríveis da viagem: contato com o boto cor-de-rosa (foto: It Mãe)

Não se iluda: índios na Amazônia, pelo menos esse que ficam um pouco mais próximos das cidades, já tem celular, não aceitam cartão de crédito, mas aceitam cheque. Mesmo assim valeu super a pena cruzar o Rio Negro (que parece um mar mesmo!) para visitar uma tribo indígena. Assistimos várias danças típicas – alias, dançamos junto! O cacique também contou a história e os costumes de seu povo. Muitas coisas curiosas, como o modo como os índios se casam. O índio invade a tribo onde está a moça com quem ele quer casar e a rouba de noite. Só traz de volta quando constitui família e ganha dinheiro. Para mostrar ao pai da noiva que cumpriu se papel de homem e pai.

 

Clique de uma família da tribo indígena que visitamos (foto: It Mãe)

 

Filtro dos sonhos de várias cores feitos pelos indios. A Bela quis levar um pra casa (foto: It Mãe)

 

Outro passeio imperdível, com visual incrível é visitar uma praia deserta do Rio Negro. A foto diz mais do que mil palavras.

 

Quem disse que não tem praia na amazônia? Tem à beira do Rio Negro. E é linda (foto: It Mãe)

 

Rio Negro: lugar mágico! (foto: It Mãe)

 

Visitamos também uma comunidade ribeirinha. Aliás uma dessas comunidades será cenário da próxima novela das nove da Globo que já está sendo filmada na Amazônia. Nossa visita a comunidade de Acajatuba foi muito divertida. Primeiro, porque você está num vilarejo em que todos se conhecem. E todos conversam com você. Para você ter uma ideia, era dia de jogo de futebol e um monte de gente se apinhou na casa de um dos moradores. Porta aberta, tudo à vontade… quem daqui a pouco estava lá também sentado no sofá? Rodrigo, meu marido. Conversa vai conversa vem, soubemos que em outra comunidade, à noite, teria festa junina. Fomos convidados. O programa não estava no nosso script de turista, mas o guia, que virou nosso amigo, e estava doido por uma festa junina, disse que nos levaria para conhecer. Chegamos de barco.

 

As crianças em frente à escola da comunidade ribeirinha (foto: It Mãe)

 

Cadeiras e mesas de plástico vermelho da Bhrama rodeavam a praça principal, que também tinha barraquinhas de comida. A missa estava acabando e tivemos que esperar o padre jantar e ir embora para comprar cerveja – antes de ele ir, não estava liberado. A festa começou sob o comando de um DJ local que, entre uma apresentação de quadrilha e outra, promovia leilões de pratos feitos pelas pessoas da comunidade. Quase levamos um pudim pro nosso lodge!

 

O espaço onde é servido o jantar no Tariri Amazon Lodge – rústico e em contato total com a natureza (foto: It Mãe)

 

Além dos passeios, bom mesmo saborear as delícias feitas com ingredientes locais que saiam da cozinha. A sobremesa mais inesquecível foi a de cupuaçu com chocolate. Também era uma delícia ficar no redário depois do almoço e do jantar apreciando a vista da lagoa. Ou dar um mergulho nas águas negras (que na verdade têm cor de chá mate quando você pega na mão) ali pertinho do lodge. Havia até um deque flutuante onde a gente podia tomar sol e mergulhar. A maior diversão para as crianças era ficar brincando com os macaquinhos e araras que apareciam ali. Eles acordavam e já iam atrás dos bichos antes de tomar café. Foram quatro dias intensos de contato com a natureza, zero celular, zero tablet e que a gente curtiu muito.

 

E quando é que você pode subir na árvore e mergulhar numa lagoa da floresta amazônica? Mergulho em frente ao lodge (foto: It Mãe)

 

Beloca no redário… de boa! (foto: It Mãe)

 

Pôr-do-sol sensacional no Rio Negro. Tirei muita foto! (foto: It Mãe)

 

Malas no barco! Hora de voltar pra casa. Muito bom desconectar do ritmo acelerado e conectar com a natureza. Temos que preservar esse paraíso (foto: It Mãe)

 

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Daniela Folloni

Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

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