Existe idade certa para ir à Disney?


Renata Sucena
por: Renata Sucena
Autora do blog Viagem em Detalhes e mãe do Gabriel

DisneyKids-9

Até os 7 anos, aproximadamente, as crianças misturam fantasia e realidade (Foto: Viagem em Detalhes)

Essa é uma pergunta que ouço bastante. Com qual idade eu recomendo levar os filhos à Orlando pela primeira vez? A resposta é: depende. Quantas vezes você considera viajar para Orlando na sua vida? Se você irá uma vez somente, recomendo ir com a criança maiorzinha, já com 8 ou 9 anos, pois já vai ter tamanho e maturidade para ir na maioria das atrações, incluindo as mais radicais.

Caso você pense em ir mais de uma vez, aí acho legal levá-la mais nova, pois até uns 7 anos, a criança ainda mistura fantasia e realidade – e não há lugar mais mágico que a Disney nesse sentido, concorda? Lembro até hoje, por exemplo, minha sobrinha Mariana com 5 anos, acreditando que a Jasmine que ela conheceu no Magic Kingdom veio para o aniversário dela no Brasil. É muito gostoso curtir essa magia com as crianças!

Independentemente da idade do seu filho, os parques, principalmente os da Disney, estão super preparados para receber os pequenos, até mesmo bebês. Tem alguns pontos básicos que acho que você não pode deixar de planejar com antecedência, principalmente viajando com crianças pequenas. Confira a seguir.

Carrinho de bebê

Levar, alugar, comprar lá? Existem diversas opções. Se a criança ainda usa o carrinho no dia a dia, recomendo fortemente levar o seu. Assim você tem o acessório o tempo todo, inclusive no aeroporto.

1174143_48240630

Meu pequeno tirando um cochilo na Universal (Foto: Viagem em Detalhes)

Alugar também pode ser uma boa, dependendo do tempo que você vai ficar lá. Existem algumas empresas que entregam no hotel e retiram depois. O que eu realmente não recomendo é alugar o carrinho do parque. Já fiz isso e, além de super caro (US$15 por dia), os modelos são pouco desconfortáveis. O resultado é que a criança não consegue dormir bem. Pode ser mais vantajoso comprar o carrinho lá em alguns casos, pois os modelos mais simples podem custar menos do que o aluguel. Também já comprei um numa viagem mais longa, quando fui até Miami, e compensou financeiramente.

Alimentação 

Varia conforme o tipo de acomodação, isto é, hotel ou casa. Eu mesmo ficando em hotel, já levei do Brasil potes de comidinha, leite em pó, farinha láctea etc. As papinhas dos EUA são diferentes: até nas de mesma marca, o sabor é outro. Preferia não passar apuros. Como geralmente nos restaurantes, ao contrário do Brasil, não esquentam a papinha para o cliente, eu aquecia a comida do meu bebê na água quente da torneira mesmo. E dava tudo certo!

Caso vá se hospedar em uma casa, você consegue comprar no mercado e cozinhar algo mais saudável e que agrade ao gosto dos seus pequenos. Já nos parques, as opções de comida não são das mais saudáveis. Na Disney, tem opções de combos mais healthy que vem com maçã ou uva de sobremesa, suco ou leite, mas ainda assim não é tão grande a oferta. Não tem como fugir sempre de hamburguer, pizza e batata frita, por isso, levar lanchinhos como frutas e biscoitos já ajuda bastante.

Baby Care Center

Os berçários/fraldários da Disney (aka Baby Care Center) são fantásticos – e não apenas para os que usam fraldas. Pegue um mapa na entrada do parque e já veja a localização logo no início do programa. É um verdadeiro oásis de tranquilidade dentro do parque, com trocador, berço, área com TV, microondas e mesinha para os maiorzinhos. Uma ótima forma de trocar a fralda com calma, dar papinha e ainda conseguir uns minutos de descanso.

DisneyKids-6

Os fraldários da Disney (chamados de Baby Care Centers) são supercompletos (Foto: Viagem em Detalhes)

Preparação

Crianças pequenas, em sua maioria, não gostam muito de serem surpreendidas. Então, acho importante conversar com a criança para ela entender o que a espera nos parques, evitando assim frustrações desnecessárias em atrações que eles não podem entrar por causa da altura, por exemplo. Outra dica é, caso ele seja pequenininho, mostre livros e filmes da Disney, ou seja, apresente ao seu filho os personagens que ele irá encontrar por lá. Assim, já familiarizado com as histórias, ele vai curtir ainda mais o passeio.

DisneyKids-3

(Foto: Viagem em Detalhes)

Respeite os limites do seu filho

Por último, acho importante ressaltar esse aspecto. Falo por experiência própria! Meu filho Gabriel nunca foi dos mais medrosos, topava ir nos brinquedos um pouco mais radicais para a idade dele até. Ele tinha menos de 4 anos quando fomos a primeira vez, já com altura o suficiente para ir na torre do terror no Hollywood Studios (normalmente são 102 cm, que era quanto ele media exatamente na época). Ele foi junto com a gente, sem saber o que esperar. Quase morri! De medo no começo e mais tarde de arrependimento. Ele odiou a brincadeira e, para piorar, depois não queria ir nem aos brinquedos mais “leves” por não saber como seria.

Minha recomendação, então, é evite forçar a criança. Sinta se ela realmente tem maturidade (e não apenas altura) para a atração. Se ele ainda não for alto o bastante, aliás, nem tente levá-lo pois vocês certamente serão barrados na entrada do brinquedo. Se você e outros adultos quiserem aproveitar os mais radicias sem ter que ficar na fila mais de uma vez, no entanto, podem utilizar o Rider Switch (nos parques da Disney) e Child Swap (nos da Universal). Fale com o funcionário na entrada do brinquedo, explicando que você está com criança e ele irá orientá-los. Em alguns casos, um fica na fila e depois o outro pode ir com um passe sem ter de entrar na fila novamente. Na Universal, alguns brinquedos têm uma salinha para as crianças, onde elas podem ficar enquanto isso, desde que acompanhadas por um adulto.

DisneyKids-10

Os parques oferecem opções para os pais se divertirem nos brinquedos radicais sem as crianças (como o Child Swap), um de cada vez (Foto: Viagem em Detalhes)

Realmente acredito que com um planejamento prévio você aproveita muito mais. Mas pensando bem, sobre a idade certa, quem sou eu pra dizer? Cada criança é uma e cada mãe saberá avaliar como acha que o filho vai comportar. Pense nisso e, claro, curta bastante todos os momentos da viagem com a sua família!

LOGO VED pequeno

  • Renata Sucena

    Administradora e mãe do Gabriel de 6 anos, trabalhou por 15 anos em marketing em instituições financeiras. Buscando unir duas de suas paixões, viagens e fotografia, criou o blog Viagem em Detalhes.

Vale a pena dar uma olhada na minha seleção de produtos incríveis e serviços
 que facilitam sua vida de mãe ;)