Fomos “mosquinhas” em um acampamento infantil!


Daniela Folloni
por: Daniela Folloni
Jornalista fundadora e diretora de conteúdo do Portal It Mãe

Nos jogamos na vida de acampantes no RepLago (foto: RepLago)

Que mãe ou pai nunca ficou curioso (quis ser uma mosquinha, como diz aquela expressão) para saber o que se passa em um acampamento infantil? Minha filha Isabela, 9 anos, já foi acampar com a escola, e eu sempre tive vontade de saber os detalhes, a rotina, enfim! A última vez que eu pisei em um acampamento, tinha 17 anos, estava terminando o terceiro colegial – que virou ensino médio – então faz tempo! Abafa o caso 😉

Eis que fomos convidados pelo acampamento Repúbllica Lago, mais conhecido como RepLago, para viver a experiência de acampantes por um fim de semana. Eu, o Rodrigo e as crianças. Topamos na hora! Mataria minha curiosidade. O acampamento estava recebendo duas escolas naquele período. Então poderíamos ter uma boa visão de como as coisas funcionam – e até tentaríamos nos misturar na meio da galera para brincar e curtir as atividades.

O RepLago fica em Leme, no interior de São Paulo. Ao longo do ano, recebe muitas escolas de São Paulo – como Santa Cruz, Móbile, Vera Cruz, Pentágono – e também de outras cidades e estados. Nos meses de julho e janeiro, abre sua temporada de férias, quando crianças de 5 anos a adolescentes de até 17 anos passam um semana (ou mais) por lá.  Uma das grandes atrações é o lago, onde há muitas atividades náuticas. Mas além do lago tem muito mais. 

Ficamos hospedados em um dos alojamentos mais novos, que foram projetados com foco em sustentabilidade – nas janelas foram usadas persianas de madeira plástica (um material reciclável) e no banheiro uma parte do teto era de vidro para aproveitar ao máximo a luz natural – cá para nós, um charme a mais, pois tomávamos banho vendo as árvores e o céu azul. Já as crianças… o que mais curtiram no quarto foi dormir no andar de cima do beliche que, nessas unidades novas, são de uma estrutura de metal, sendo a cama de cima fixa na parede e as camas de baixo, normais, soltas.

Falando ainda sobre sustentabilidade, o RepLago tem uma preocupação grande com isso – e realmente faz acontecer: cem por cento do lixo produzido ali é reaproveitado. No projeto Lixo Zero, o que é material reciclável é vendido; o que é orgânico vira adubo para a horta orgânica de onde saem muitas hortaliças servidas nas refeições. Por falar nelas, todas são preparadas por um chef, que faz comida balanceada, do jeito que criança gosta, mas muitas vezes com uma bossa – e sempre tem surpresa de sobremesa (adorei o dia da palha italiana). Para beber, água e sucos. Refrigerante só na noite da pizza – que é bem peculiar, pois a turma de cada mesa prepara a própria pizza e leva para assar em um forno à lenha. A maior diversão! E a maior organização!  Sim, porque no fim de semana em que estávamos lá havia 140 crianças (e esse número pode chegar por volta de 200) e todo mundo fez pizza e comeu.

Se em casa às vezes é difícil administrar uma, duas, três crianças… Como é que dão conta? Ainda mais de cuidar do filhos “dos outros”? E com um lago como atração? A resposta para essas minhas perguntas foi respondida na minha vivência ali: muuuuita experiência, profissionalismo e engajamento. Tudo  funciona e tem um esquema já armado, testado. Os monitores, além de bem treinados – num estilo divertido sem ser histéricos, digamos, numa vibe mais cool, são megaatenciosos e estão de olho em tudo. Percebi isso porque até com os adultos – eu e o Rodrigo – eles tinham uma atenção e preocupação redobrada. Sinal de que é a forma como estão acostumados a receber e atender os hóspedes – e é exatamente isso o que a gente espera quando se trata de crianças. O RepLago existe há mais de 20 anos e é administrado por uma família. Começou com a Marcia e o Rui, um casal que se mudou da cidade de São Paulo e resolveu morar nas terras herdadas da família. Foram para Leme com três filhos e então surgiu a ideia do acampamento. Lúcia, uma das filhas, hoje toca o marketing do RepLago e junto com os irmãos foi acampante por muitos anos.

Essa essência família continua por lá. Vi os coordenadores da recreação, que moram no RepLago, muito felizes e se sentindo parte. Marcia cuida da horta pessoalmente e nos deu uma aula sobre flores e plantas. É ela também quem cuida de perto da adaptação das criancas no período de férias. Tem uma psicologia ímpar para lidar com os pequenos – e não tão pequenos assim.

Não bastasse esse ambiente de carinho e cuidado, o RepLago é bem divertido  – achei um dó não ser liberado para os pais. rsrsrs. Na verdade, eles só abrem uma exceção no Carnaval, quando uma agência leva famílias para lá. Vale a pena ligar e se informar. Nos divertimos muito com as atividades propostas. Na sexta à noite, teve uma brincadeira chamada Energia, com lanternas e personagens. Fomos divididos em grupos (o nosso era nossa família e os dois monitores queridos, o Ari e a Mi, que foram escalados para cuidar da nossa estada). A brincadeira tinha pistas, personagens que falavam com a gente por um rádio, exigia estratégia e espírito de equipe. Foi muito bacana vivenciar isso com as crianças.

Também aproveitamos muito as atividades naúticas, de aventura… adorei o ginásio arborizado e o trampolim acrobático. Sobre a segurança do lago? Há uma regra: só é permitido estar na área do deck (mesmo se for só pra tirar fotos) com colete-salva vidas. Também não é permitido frequentar nenhum local sem a presença de um monitor. Voltamos renovados e até pensando em mandar as crianças para passar uma semana de férias (para quem nunca tinha pensado nessa hipótese, sinal de que a experiência foi bem positiva).

Veja as fotos tiradas pela fotógrafa do RepLago – aliás, mais um bônus: a equipe de fotografia faz um trabalho ninja  clicando todas as crianças em todas as atividades e, toda noite, disponibiliza as fotos para os pais. 

As atividades naúticas preferidas: standup padle e caiaque (foto: RepLago)

 

A Bela também amou o knee board (foto: RepLago)

 

Light painting. Atividade artística que fizemos com lanternas . Cada cor foi o efeito da lanterna de uma pessoa: Eu, amarelo; Felipe, azul; Rodrigo, verde e Bela, vermelho. Muito lindo Além dessa atividade, tem várias outras propostas, como cinema, oficina de música… (foto: RepLago)

 

Felipe no futebol… (foto: RepLago)

 

… e no arvorismo (foto: RepLago)

 

  • Daniela Folloni

    Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

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