Trombofilia na gestação. O que fazer?


Dr. Domingos Mantelli
por: Dr. Domingos Mantelli
(foto: freeimages)

A trombofilia é um distúrbio que ocorre quando a mulher é portadora de uma anomalia na coagulação do sangue.

Muitos pensam que a causa dessa doença é somente genética ou hereditária. No entanto, há uma trombose que é adquirida na gestação. Extremamente perigosa, o mal pode resultar em riscos de abortamento precoce, parto prematuro e pré-eclâmpsia.

Na maioria das vezes, a doença é assintomática. Em alguns casos o inchaço pode ser indicador, por isso é importante a realização de exames para detectar o problema.

A trombose na região da placenta pode levar à diminuição do fluxo sanguíneo, de oxigênio e de nutrientes que são levados para o bebê. Infelizmente, estes fatores, em casos mais graves, podem até levar o feto ao óbito.

Como forma de prevenção, o obstetra pedirá exames de sangue para pesquisar os tipos de trombofilia e descartar a doença ou tratá-la imediatamente, evitando assim problemas futuros durante o parto e o desenvolvimento do bebê.

Em casos de detecção de trombofilia, o médico adotará o uso de anticoagulantes durante toda a gestação. Se for diagnosticada uma predisposição da doença antes de engravidar será preciso iniciar imediatamente o tratamento. O pré-natal desta gestante mudará também, uma vez que ela precisa ser acompanhada bem de perto. O intervalo entre as consultas deve ser menor e alguns exames devem ser realizados com maior frequência.

Existem fatores que podem piorar o quadro de trombofilia gestacional. Entre os exemplos estão a desidratação, já que engrossa o sangue; além do uso de drogas, de cigarros e do excesso de peso. Todo cuidado é pouco durante esse período!

Por fim, o médico avaliará a necessidade da realização de parto normal ou cesariana, dependendo do grau de alteração da paciente. Via de regra, o parto normal deve ser sempre estimulado, já que os riscos de uma hemorragia são menores do que a cesariana. No entanto, caso haja necessidade de uma cesariana, o ideal é suspender, alguns dias antes, o uso de anticoagulantes para que a mulher tenha um menor risco de hemorragia durante o procedimento.

Depois do nascimento do bebê, algumas mulheres precisam dar continuidade ao uso do medicamento por até 40 dias, uma vez que a coagulação gestacional pode persistir até depois do parto.

  • Dr. Domingos Mantelli

    Médico especializado em Ginecologia e Obstetrícia. Papai da Giulia e da Isabella. E autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra” e pai da Giulia

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