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Por que não engravido?

Publicado em 18.04.2017 | por

A infertilidade pode acontecer também com quem já teve filhos (Foto: 123RF)

Com a carreira estabelecida, o companheiro ideal ou simplesmente porque acha que chegou a hora, você finalmente decide se tornar mãe. Após alguns meses de tentativas frustradas, começa a se perguntar: por que não engravido? Em primeiro lugar, calma! Talvez seja só mesmo uma questão de tempo. A ginecologista Dra Fernanda Coimbra Miyasato, especialista em Reprodução Humana, da Fertilizavitta (SP), explica: “Infertilidade é definida como dificuldade de engravidar somente após um ano de tentativas durante o período fértil”. Depois desse período, entretanto, vale a pena procurar um médico para investigar o que pode estar por trás disso. De acordo com a médica, como a idade é um fator importante de infertilidade, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva recomenda que se você tiver mais do que 35 anos, melhor investigar após seis meses de tentativa. A seguir, ela conta um pouco mais sobre as causas e as soluções do problema que atinge até 20% da população em idade fértil.

Nem sempre a “culpa” é da mulher, claro

Geralmente, 30% das causas estão relacionadas à saúde reprodutiva da mulher. O primeiro passo, quando houver a dificuldade para engravidar, é avaliar como anda a sua ovulação e se está tudo bem com as suas trompas e com o seu útero. As principais razões que podem influenciar no sucesso da gravidez são a Síndrome dos ovários policísticos (SOP), endometriose e a presença de miomas ou pólipos no útero. Além disso, existem os fatores hormonais que interferem na ovulação, como por exemplo, o excesso do hormônio prolactina.

Por outro lado, em 30% dos casos, a infertilidade está ligada à saúde reprodutiva do homem, sendo o principal motivo a varicocele (varizes no saco escrotal). Outras patologias como infecções testiculares, do epidídimo (ducto que coleta e armazena espermatozoides) e da próstata também reduzem as chances de gravidez quando não tratadas a tempo – como é o caso da caxumba, que pode atrofiar o testículo. Existem ainda os casos em que há ausência total de espermatozoides, classificados como azoospermia.

Em 30% dos casos, os problemas afetam ambos os parceiros e em 10% das situações, os médicos não conseguem definir a razão, mesmo após uma completa investigação.

O estilo de vida também pode influenciar  

Álcool, cafeína em excesso, cigarro e drogas resultam em infertilidade temporária ou permanente tanto no homem quanto na mulher. O cigarro, por exemplo, afeta o ciclo menstrual, a motilidade tubária (movimentação das trompas, importante para a captação do óvulo que deixa o ovário) e a produção de espermatozoides. Outro fator importante que pode influenciar é o estresse. “Existe uma relação do estresse com taxas hormonais que podem afetar a ovulação na mulher, diminuir a libido no homem e também causar disfunção erétil”, esclarece a Dra. Fernanda. Uma pesquisa (de 2014) divulgada no jornal Human Reproduction, por exemplo, sugere que mulheres com altos níveis da enzima alfa amilase (indicador biológico de estresse encontrado na saliva) possuem 29% menos chance de engravidar a cada mês comparadas àquelas com menores níveis da substância.

Mesmo quem já teve filhos pode ter dificuldade para engravidar de novo

É o que os médicos chamam de infertilidade secundária. “Ocorre porque existem fatores que podem mudar com o tempo, como idade materna, fatores uterinos (como o aparecimento de miomas ou pólipos recentes) e comprometimento das trompas depois de cirurgias ou infecções”, exemplifica a Dra. Fernanda. A idade nos homens também pode causar uma perda na qualidade e na quantidade no sêmen, reduzindo assim as chances de gravidez.

O que fazer, então?

A médica explica que inicialmente é necessário realizar uma investigação minuciosa do casal. Após chegar a um diagnóstico, existem basicamente quatro tipos de tratamentos de reprodução assistida.

– coito programado: induz-se a ovulação com medicação, acompanha-se com ultrassonografia seriada e orienta-se o casal a ter relação sexual no período correto;

– inseminação intrauterina: quando os espermatozoides (após um preparo em laboratório) são inseridos na cavidade uterina através de um cateter para facilitar o encontro com o óvulo, no período da ovulação;

– Fertilização in vitro e ICSI (injeção intra-citoplasmática de espermatozoides): técnica que consiste em induzir a ovulação e realizar o encontro dos óvulos e espermatozoides no laboratório. Após a formação (fecundação) do embrião, este é transferido para dentro do útero, quando estiver com 2 a 5 dias;

– ovodoação: técnica em que se usa óvulos doados por mulheres de até 35 anos de idade. Nesse caso, os óvulos são fertilizados pelos espermatozóides de seu parceiro. É recomendada para as mulheres que não têm mais óvulos, sendo as principais indicações: falência ovariana precoce, retirada dos ovários, idade materna superior a 45 anos ou menopausa.

De acordo com a especialista, o sucesso dos tratamentos são maiores nos casais que têm uma boa relação médico-paciente. 

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Malu Echeverria

Jornalista, mãe do Gael e redatora-chefe do It Mãe. Para ela, é essencial colocar a máscara de oxigênio primeiro na gente, depois na criança

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