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A pílula causa infertilidade? Mitos e verdades sobre o anticoncepcional

Publicado em 16.05.2017 | por

 

Há meio século no mercado, a pílula anticoncepcional é ainda um dos métodos para evitar a gravidez mais usados no Brasil, sendo o preferido de 61% das brasileiras que lançam mão de algum tipo de contraceptivo. Mas apesar da popularidade, ainda gera inúmeras dúvidas… pode afetar a fertilidade? Todo mundo pode usar? Interfere no desejo sexual? Engorda? Para esclarecer o assunto, de uma vez por todas, batemos um papo com a ginecologista Fernanda Coimbra Miyasato, especialista em Reprodução Humana, da Fertilizavitta (SP). O resultado você confere a seguir.

 

1) Toda mulher pode tomar a pílula anticoncepcional?

Não. As pílulas são contraindicadas para algumas pacientes: mulheres com qualquer doença cardiovascular; fumantes com mais de 35 anos; história prévia ou atual de trombose venosa profunda ou tromboembolismo pulmonar; hipertensão arterial não controlada; trombofilias (doenças com risco de desenvolver trombose); enxaqueca; cirrose hepática; hepatite aguda; tumor no fígado e história prévia ou atual de câncer de mama. Por isso, além da história clinica, o ginecologista pode solicitar alguns exames chamados de perfil de trombofilia antes de iniciar o uso desse medicamento.

 

2) A pílula pode causar infertilidade após muitos anos de uso?

 Não! Isso é mito. O que geralmente ocorre é que as mulheres usam a pílula por muito tempo durante o seu período mais fértil (até 35 anos de idade) e, quando o interrompem, já estão em idades mais avançadas, o que dificulta a gravidez. Além disso, no período do uso, não se “testa” a fertilidade do casal e quando o mesmo é deixado de lado, podem descobrir que existia algum problema anterior , que não fora detectado até então. O anticoncepcional pode, por exemplo, mascarar problemas de infertilidade, como a menopausa precoce e reserva ovariana baixa, o que reduz drasticamente as chances de gravidez.

Na maioria das mulheres, o efeito do anticoncepcional é revertido em 3 meses após a suspensão, com normalização do ciclo menstrual e ovulação.

 

3) Quais os diferentes tipos de pílula anticoncepcional que existem hoje?

Basicamente, existem dois tipos de pílulas anticoncepcionais: as combinadas, que contêm dois hormônios (estrogênio associado ao progestogênio), e as pílulas apenas de progestogênio (especialmente indicadas no aleitamento, também chamadas de minipílulas). A eficácia da segunda é menor, sendo assim, o controle deve ser mais rígido nesse caso (principalmente em relação aos horários).

O estrogênio utilizado na maioria das pílulas é o mesmo, o que modifica é a dosagem. Entretanto, você pode ficar tranquila, pois todas as pílulas disponíveis no mercado são classificadas com baixa dosagem e possuem níveis seguros de hormônios. Como o estrogênio aumenta o risco de trombose, foi-se reduzindo a quantidade existente dessa substância progressivamente nas pílulas mais modernas.

Já o progestogênio, hormônio presente na pílula varia conforme a marca. Existem progestágenos que diminuem os efeitos dos hormônios sexuais masculinos e outros que diminuem a retenção de líquidos, por exemplo.

 

4) É verdade que a pílula pode causar trombose? 

 Sim. O risco em relação a não usuárias pode aumentar em até seis vezes. Mas ainda assim, quando não há fatores predisponentes, é pequeno. O melhor a fazer, portanto, é procurar um ginecologista para saber se você faz parte ou não desse grupo e qual a pílula mais indicada no seu caso.

 

5) Quais seriam os outros problemas associados (para certas pessoas) à pílula?

 Os efeitos colaterais dos estrogênios mais comuns, ainda que raros, podem ser: náusea, aumento do tamanho das mamas (ductos e gordura), retenção de líquidos, crescimento de miomas, gastrite, manchas faciais, aumento das varizes e interferência na libido. Os efeitos estrogênicos e progestagênicos quando associados podem ser: sensibilidade mamária, cefaleia (dor de cabeça) e hipertensão arterial.

Eventualmente, pode ocorrer depressão e alterações do humor. A troca da pílula, geralmente, pode resolver esse quadro. O mais importante é analisar caso a caso e recorrer a outro medicamento ou método quando necessário.

 

6) A pílula pode interferir no desejo sexual da mulher? 

De fato, a pílula reduz a secreção de hormônios androgênicos (masculinos), o que pode ocasionar diminuição da libido em algumas mulheres. É importante analisar sempre a história pessoal da paciente, uma vez que existem vários fatores que podem contribuir com a queda da libido, como depressão, anemia, obesidade, uso de drogas, estresse, entre outros. Não existe estudo comprovando que a queda da libido se deve somente ao anticoncepcional, aliás, a Febrasgo (Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) relata que não há mudança em 72% das mulheres. Algumas até observam aumento do desejo, provavelmente por conta da perda do receio de engravidar.

 

7) A pílula engorda?

Não existe comprovação científica de que pílula anticoncepcional engorde. A maioria dos efeitos colaterais da pílula (como a retenção de líquido, que pode resultar em um número maior na balança) desaparece de 3 a 6 meses após o início do uso do medicamento.

 

8) Existe um horário ideal para tomar a pílula?

 Não existe um horário indicado, mas é importante manter o horário regular das tomadas diariamente para não diminuir sua eficácia e evitar os sangramentos irregulares. Uma atraso maior do que 12 horas já pode causar um desbloqueio na ovulação.

 

9) Alguns medicamentos podem alterar o efeito do anticoncepcional?

Sim, mas são poucos. A saber:
– antibióticos: não existe comprovação científica de interferência da eficácia da pílula, com exceção da rifampicina (utilizada em tratamento de tuberculose, lepra e profilaxia de meningite). A rifampicina reduz os níveis de estrogênio e progesterona dos anticoncepcionais.

– anticonvulsivantes: alguns medicamentos, mas nem todos, usados para tratamento de convulsão também podem diminuir a eficácia das pílulas. É importante existir uma conversa com o neurologista e ginecologista sobre qual é a melhor opção de tratamento nesse caso.

– antirretrovirais: drogas usadas no tratamento da aids também podem diminuir a eficácia dos anticoncepcionais.

 10) É verdade que a pílula reduz os riscos de alguns tipos de doença? Quais, por exemplo? 

 Sim. A pílula apresenta vários benefícios além da anticoncepção. Ela é um fator protetor de osteoporose, regulariza o ciclo menstrual e diminui o risco de anemia por diminuição de fluxo menstrual. Também pode diminuir ou até mesmo tratar os sintomas de TPM, além de amenizar os sintomas do ovário policístico (acne e aumento dos pelos, queda de cabelos e oleosidade da pele). Está comprovado também uma redução no risco de câncer de ovário e intestino, ou seja, aqui também se observa um efeito protetor. Por fim, reduz a incidência de gravidez ectópica (nas trompas) e de doença inflamatória pélvica.

 

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Daniela Folloni

Daniela Folloni

Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

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