5 fatores que influenciam a qualidade da pele, segundo a ciência


Débora Lublinski
por: Débora Lublinski

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Bons hábitos alimentares podem reduzir a oleosidade e a irritação da pele, segundo a pesquisa da Natura/InCor (Foto: 123RF)

Não adianta mais culpar só a genética. A gente já sabia, mas agora está mais do que provado que bons hábitos têm influência direta na saúde e na aparência da pele. Isso significa que ter um rosto livre de rugas, de oleosidade, de manchas e de flacidez tem mais a ver com a sua rotina e cuidados do que com os genes herdados da sua família – o que é uma tremenda boa notícia, concorda?

Um dos últimos estudos realizados sobre o tema foi feito pela Natura em parceria com o Instituto do Coração (InCor), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e divulgado em dezembro. A pesquisa avaliou a pele e o comportamento de 2,5 mil voluntários ao longo de quatro anos, a maior já realizada sobre a pele da brasileira, que é muito diferente da mulher europeia, por exemplo. Os resultados mostram, entre outras descobertas, que comer direito, não fumar e usar filtro solar e hidratante desde cedo são hábitos definitivos para envelhecer bem. Veja abaixo alguns fatores que podem influenciar a qualidade da sua pele, segundo os cientistas. Em outras palavras, fique por dentro do que você deve evitar ou adotar em nome de uma pele firme e lisa por muito e muito tempo.

1) Hidratação

De acordo com os resultados, a elasticidade da pele é 60% influenciada por fatores comportamentais e ambientais e 40% por fatores genéticos. No caso da hidratação, a genética é preponderante (60%), mas os hábitos e o ambiente também influenciam significativamente (40%). Sabe-se que uma pele mais elástica e hidratada tem risco menor de flacidez e rugas.

2) Alimentação

A pesquisa também revelou que a alimentação e o peso podem fazer o rosto parecer mais oleoso do que ele é geneticamente. “Vimos que 80% da oleosidade são determinados pela rotina. É como se a herança genética fosse ‘mascarada’ pelos hábitos”, afirma Alexandre Pereira, coordenador do grupo de genética humana do InCor. A oleosidade, claro, aumenta a propensão a cravos e espinhas e torna os poros mais aparentes.

Mais do que a ingestão de alimentos gordurosos, é o açúcar (os carboidratos simples, como arroz, batata e massa, inclusive) que está associado ao aparecimento da acne.

3) Cigarro

As voluntárias que participaram do estudo e se declararam fumantes apresentaram mais manchas no rosto, além de uma redução na capacidade de elasticidade e hidratação do rosto. O aumento dos pés-de-galinha, as rugas ao redor dos olhos (e os sinais que mais envelhecem a fisionomia, segundo a pesquisa) também foi relacionado ao cigarro.

4) Excesso de peso

A atividade da camada protetora da pele, chamada de barreira cutânea, mostrou ainda uma relativa piora nas mulheres que estavam acima do peso ideal – considerando idade e altura. “A influência genética na barreira cutânea é praticamente nula, ou seja, ela é totalmente regulada por efeitos ambientais, biológicos ou hábitos de vida”, explica Pereira, do InCor. Quando a barreira cutânea não está coesa, desidratação, sensibilidade e irritação são comuns – assim como quadros de rosácea e dermatite atópica. 

5) Cosméticos

O uso frequente de filtro solar foi associado a uma melhora significativa de elasticidade. Já aplicar hidratante deu a percepção de uma pele mais jovem. Em um teste cego, dermatologistas classificaram os participantes da pesquisa de acordo com a idade percebida e a quantidade de sinais no rosto. Os que usavam hidratante apresentavam menos rugas e foram considerados mais jovens do que realmente são.

  • Débora Lublinski

    Jornalista e mãe da Marina, Débora Lublinski trabalhou por 15 anos em revista feminina cobrindo beleza, saúde e bem-estar. Mas não vive apenas de glamour e sabe bem o malabarismo que é se cuidar sem descuidar dos filhos, da casa, do casamento e da carreira

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