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Será que é endometriose?

Publicado em 10.07.2017 | por

Cólica menstrual e também aquela não relacionada ao ciclo são sintomas que podem estar relacionados a endometriose (foto: 123TRF)

Cólica menstrual, dor durante relação sexual, dificuldade para engravidar… Podem ser sintomas de endometriose, doença caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio (camada interna do útero), fora do útero, ou seja, em qualquer outro lugar do corpo, como ovários, trompas, ligamentos útero-sacros, peritônio, útero, intestino, bexiga e os ureteres.

A endometriose atinge de 5% a 10% em mulheres em idade fértil e, além dos sintomas citados anteriormente, também pode causar dor pélvica contínua não relacionada a menstruação, constipação intestinal ou diarréia no período menstrual, além de infertilidade.

Segundo a ginecologista Fernanda Coimbra Miyasato, especialista em Reprodução Humana, da Fertilizavitta (SP), a endometriose pode levar a infertilidade de várias maneiras: mudanças na anatomia – obstrução das trompas por aderências que impedem a captação e o transporte do óvulo até o encontro com os espermatozóides dentro desta; mudanças no líquido peritoneal – produção de substâncias  inflamatórias que diminuem a fertilização do óvulo pelo espermatozóide; distúrbios ovulatórios – provocados pelas substâncias inflamatórias e alterações hormonais alterando a liberação do óvulo; alteração também do hormônio prolactina e das prostaglandinas que agem negativamente na fertilidade e interferência na qualidade do endométrio e dos embriões com redução na implantação. “Estudos demonstraram que as mulheres com endometriose têm uma chance de engravidar bem menor do que mulheres sem endometriose. Sabemos que entre 50% a 70% das mulheres com a doença têm infertilidade e que cerca de 40% das mulheres com infertilidade tem endometriose”, diz a ginecologista.

Mas como descobrir se é endometriose mesmo? O diagnóstico é realizado pela queixa clínica e por achados no exame físico (principalmente no toque vaginal), biópsia e constatação de lesões suspeitas nos exames de imagem. Os principais exames complementares são exame de sangue (CA 125), a ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética. Na maioria dos casos, os diagnósticos clínico e por imagem são suficientes para indicar o início do tratamento.

A cirurgia, geralmente por videolaparoscopia, é indicada em alguns casos, mas como nem sempre garante a cura total, o procedimento deve ser bem avaliado antes de ser indicado. “A recorrência das lesões e dos sintomas da endometriose pode ocorrer em 30 a 50% dos casos até dois anos após a cirurgia”, avisa Dra Fernanda.

 Já os medicamentos geralmente atuam melhorando os sintomas e às vezes retardando a evolução da doença. O tratamento mais comum é feito com hormônios que impedem a produção de estrogênio pelos ovários e, com isso, diminuem o estímulo ao crescimento do tecido endometrial fora do útero.  “Os anticoncepcionais, de uso cíclico ou continuo com suspensão ou não da menstruação, medicamentos só com progesterona e os análogos do GnRH são os mais utilizados”, fala a especialista.

Para quem está com foco em engravidar, pode ser necessária a realização de tratamentos com técnicas de reprodução assistida como a Inseminação Intra-uterina ou a Fertilização in vitro (bebê de proveta).

E por que algumas mulheres sofrem desse mal?

Não se sabe exatamente a causa, mas há fortes indícios de que esteja relacionado com o estilo de vida. Praticar atividade física, por exemplo, ajuda a evitar. “Sabe-se que mulheres que praticam exercícios aeróbicos regularmente têm uma diminuição dos níveis séricos de estradiol e apresentam menores incidências de endometriose”, explica a ginecologista. Em contrapartida, o stress contribui para o surgimento. “Mulheres com endometriose tendem a apresentar melhor condição sócio-econômica e alto grau de instrução. Não se sabe ao certo o motivo desta associação, mas acredita-se que estas mulheres estariam sujeitas a altos níveis de stress, gerando maior distúrbio da parte imunológica e, portanto, maiores chances de desenvolver a endometriose”, finaliza.

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Daniela Folloni

Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

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