Segundo filho. Chegou a hora?


Rafaela Donini
por: Rafaela Donini
Mãe da Donatella empresária de moda infantil e diretora do Primi Stili

Acompanho o dia a dia da Donatella de perto e consegui criar um belo equilíbrio entre carreira e família. Fico refletindo se, com o segundo filho, eu conseguiria ter essa mesma dedicação (foto: arquivo pessoal)

Qual a melhor hora de ter um filho? A dúvida surge na cabeça de muitas nós, quando pensamos em nos tornarmos mães. Sobram palpites da família e dos amigos, mas a decisão é sempre nossa – cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. E quando ser. O momento de pensar no segundo filho segue a mesma trajetória. O senso comum diz que é melhor ter em idades próximas, pois facilita o dia a dia e os filhos serão próximos, companheiros, crescerão juntos, certo?

Nem sempre. Essa é outra decisão que depende exclusivamente dos pais e que leva em conta uma série de questões, algumas bem diferentes de quando se engravida pela primeira vez. E nem vou abordar aqui as questões de saúde (como tempo mínimo para o útero se recuperar após uma cesárea, caso tenha sido o caso, ou o fato de você ainda estar amamentando o primeiro filho).

Uma das maiores preocupações hoje, depois da possibilidade financeira de oferecer o melhor possível para duas crianças, é o tempo. Hoje, trabalhamos muito, inclusive quando não estamos no ambiente de trabalho, pois a tecnologia acaba nos deixando conectados também às tarefas profissionais, mesmo à distância. Isso torna mais difícil a segunda gestação? Não necessariamente. Mas com certeza exige um equilíbrio ainda maior e o desejo de dedicar tempo livre e de qualidade para as crianças.

Depois que o primeiro filho cresce um pouco, a rotina volta ao “normal”, pois tudo já está reformulado e funcionando bem. Com a chegada de um novo bebê, essa harmonia sofre alterações que precisam ser pensadas – o sono entrecortado, a atenção dividida entre duas crianças, a necessária colaboração do seu parceiro ou parceira: tudo precisa ser pensado para que a nova maternidade não se torne um fardo. O que compartilhamos costuma ser mais prazeroso, não é mesmo? Então organizar a família para auxiliar é essencial.

Outro ponto importante é prever os anos futuros. Se você teve o primeiro filho mais tarde, depois dos 35 anos, e pretende engravidar por volta dos 40, pense que essa nova criança ainda estará na escola quando você tiver 55 anos. Disposição, espírito leve, paciência e maturidade vão ser essenciais para curtir o segundo filho com tanto prazer quanto o primeiro. E, é claro, decisões de carreira também são cruciais nesse momento: você está disposta a dividir seu tempo, nessa etapa profissional e no início da maternidade, com a rotina de um bebê? Muitas mulheres dizem sim para essa opção e criam filhos ainda mais felizes justamente porque a maturidade traz ensinamentos que não conhecemos quando somos mais jovens e inexperiente.

Eu estou vivendo justamente este momento de grandes dúvidas. Quando a Donatella nasceu, há quase três anos, tomei a decisão de viver a maternidade intensamente. Acompanho o dia a dia dela de perto e viajamos juntas, mesmo quando o motivo é trabalho. Amo cada minuto desse envolvimento e consegui criar um belo equilíbrio entre carreira e família. Então, fico refletindo se, com o segundo filho, eu conseguiria ter essa mesma dedicação, em função de tempo a ser compartilhado entre duas crianças. Por outro lado, sempre achei bacana ter mais que um filho, pois acredito que os irmãos cumprem um papel importante na dialética do dia a dia e no desenvolvimento deles. Costumo planejar minhas escolhas e pensar bastante – enquanto outras mulheres preferem deixar que as coisas aconteçam de forma espontânea. Por isso tenho dedicado atenção para esse tema.

No final das contas, cabe apenas a nós, e nossa família, fazer essa escolha. No tempo certo e com toda a sabedoria que recolhemos da experiência do primeiro filho.

Um beijo e até a próxima!

Rafa Donini

 

 

 

  • Rafaela Donini

    Mãe da Donatella, dedica-se há mais de uma década ao mundo da moda como empresária, no marketing de coleções infantis. Dirige o portal Primi Stili, que tem curadoria de dicas e experiências contemporâneas para a infância

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