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Por que as mães estão tão cansadas (e como melhorar isso)

Publicado em 30.08.2016 | por

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Ter vários papéis, tudo bem. Mas assuma um de cada vez! (Foto: CrayonStock)

Desde a revolução industrial a mulher vem tentando ter mais espaço na sociedade, na política e no mundo trabalhista, numa constante busca de igualdade, não restringindo-se mais apenas aos cuidados da casa, filhos, famílias e pequenas áreas profissionais como religiosa e educacional. Ela se tornou praticamente a Mulher Maravilha! A vida da modernidade ampliou a nossa atuação em todos os campos, mas tanta demanda nos deixa cada dia cansadas – especialmente as mães. E isso não é apenas uma impressão sua: uma pesquisa feita pelo Instituto QualiBest e pelo site Mulheres Incríveis, com 1300 mulheres de todas as classes sociais, mostrou que 70% delas dizem ser difícil ser mãe. Entre as dificuldades da maternidade, 70% citaram a falta de dinheiro para atender as necessidades dos filhos, enquanto 60%, a falta de tempo para elas mesmas.

Para piorar, vivemos num que valoriza a produtividade, os resultados, a rapidez, o raciocínio lógico e racional, a aparência social perante julgamentos alheios, a felicidade, as conquistas, a juventude… Nesse contexto, é quase insano pensar em dar conta de tantas exigência sociais, sem viver num constante estado de tensão física e psicológica. Por isso, assumir as múltiplas tarefas (trabalhar, ser dona de casa, ser mãe, ser filha, ser a amante, ser a feminista, a ecologicamente correta, a estudante, a amiga, etc) e cobrar-se para exercer a todas de maneira exemplar leva a um esgotamento. OK, talvez você já tivesse se dado conta de tudo isso. Mas o que fazer, na prática, para melhorar a situação?

Muitas vezes também teremos que saber abrir mão de algumas coisas em determinadas fases da vida, e a forma como cada um vai lidar com esta escolha, daquilo que vai e daquilo que fica na vida neste momento, depende bastante da maneira como a pessoa de relaciona com o processo de escolhas, de perdas e do luto do daquilo que não foi possível e que foi deixado para trás. A dica é tentar entender que tudo tem o seu tempo, algo que foi perdido hoje pode ser recuperado outro dia.

De acordo com a psicologia analítica, nós temos sim diversas máscaras sociais, cunhadas pelo nome de “personas” (filha, mãe, irmão, esposa, amante, chefe, aluna, estudante, preguiçosa, e outras). O problema não está em tais papéis sociais, mas na exigência de conseguir vestir todas as personas ao mesmo tempo ou então de ficar presa apenas a uma delas, não trocando de papel e não vivenciando outras partes de sua própria personalidade. Em ambos os casos, há sofrimento psicológico envolvido. Por isso, seja flexível!

Mesmo que aquela sua amiga, vizinha, colega de trabalho pareça conseguir tudo isso, com perfeição, nas redes sociais, você precisa focar em si mesma e entender que a maternidade real está longe disso. Fazer de conta que os sentimentos ruins (em relação a ser mãe e a outros aspectos da vida também) não existem, valorizando apenas o lado positivo, não impede que eles existam. Apenas dificulta a nossa maneira de lidar com os mesmos! Estranho, na verdade, é se a pessoa nunca se cansa, se irrita, ou entristece. As relações humanas não são fáceis, por que deveria ser diferente com os filhos? Além disso, o filho precisa também saber que os pais têm outros sentimentos que não apenas a docilidade, carinho e amor, senão ele irá se sentir errado por ter emoções diferentes, que na verdade são inerentes ao ser humano e às relações e vínculos que fazemos.

Outro ponto que chamou a atenção na pesquisa diz respeito à culpa: 36% se culpam por perder a paciência com frequência com os filhos, enquanto 31% por deixá-los muito tempo com TV, jogos, celulares etc. E tem aquelas (32%) que se culpam pela qualidade do tempo que passam com eles. É importante dizer que a culpa é um sentimento natural, surge principalmente quando exigimos demais de nós mesmos e sentimos que estamos em falta com algo. Acontece que a maternidade, como toda fase nova traz consigo questionamento, revisão de valores, inseguranças e readaptação de papéis, dinâmica familiar e rotina. Assim, não é de uma hora para outra que as coisas vão se acertar: ajustes, erros, encontros e reencontros e tentativas fazem parte. Em vez de se culpar, questione-se sobre o que é realmente possível fazer x o que é necessário fazer. E, então, sobre a melhor maneira de administrar tudo isso.

Por último, questionadas na pesquisa sobre o que gostariam caso pudessem realizar um pedido, só 12% das mães disseram que queriam apoio para tomar conta das crianças, enquanto 40% pediriam ajuda para o trabalho doméstico. Mais uma vez, vale reforçar: ninguém dá conta de tudo sozinha. E está tudo bem. Vale destacar que essas mães precisam saberem identificar os seus limites, vontades, sentimentos ambivalentes e acolhê-los como fazendo parte do ser ser humano, para aos poucos conseguir aceitá-los e relacionar-se com isso de forma mais leve e saudável. Além disso, você precisa ter um tempo para si própria, seja ele qual for. Só assim vai conseguir recarregar a energia e, por consequência, diminuir o estresse para observar as situações com mais clareza. Pedir ajuda não é vergonha, é sim antes de tudo um ato de coragem e de amor consigo mesma e com a sua família.

A dica mais importante é não tentar ser perfeita, mas sim completa, como bem colocava o psiquiatra Jung. E para ser completa, você terá de trazer à luz da consciência aspectos que negligencia, reprime, não gosta e teme – mas que residem escondidos em você mesma. Aceite tudo isso e seja feliz! Pois, como diz a música Paciência, de Lenine e Dudu Falcão, “mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para”.

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Luciana Romano e Raquel Benazzi

Psicólogas com formação em Psicologia Clínica e Hospitalar, são idealizadoras e sócias do Núcleo Corujas, espaço especializado em Gestantes e Mães

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