De funcionária a dona de negócio próprio. Como dar essa virada?


Daniela Folloni
por: Daniela Folloni
Jornalista fundadora e diretora de conteúdo do Portal It Mãe

Muita gente me pergunta como é que eu tive coragem de deixar um emprego em uma grande empresa e bom salário (trabalhei como editora especial na Editora Abril por quase 12 anos!) para me tornar uma empreendedora do mundo digital. Sei que muitas mulheres que são mães (e até mesmo aquelas que não são, mas querem algo além da vida corporativa) pensam em deixar o emprego para montar um negócio próprio e assim ter mais flexibilidade de tempo. Então, vou contar aqui como foi o meu processo interno até tomar a decisão de mudar o rumo da minha vida profissional.

Deixar o status de lado Quando você trabalha em uma empresa reconhecida, acaba ganhando o sobrenome da empresa. E isso abre muitas portas. Então, vamos ser sinceras: é preciso ser realista e saber que algumas dessas portas continuarão se abrindo para você e outras não. Procurei ter isso bem claro em minha mente e me preparar para quando encontrasse portas fechadas – simplesmente para não deixar que a minha auto-estima profissional ficasse abalada por isso.

Fazer um planejamento financeiro Depois que você sai da empresa, o salário não cai mais todo dia 5 e dia 20 do mês. Aliás, em vez de o dinheiro entrar, ele sai, porque todo negócio demanda investimentos. Então, fazer a conta fechar é um desafio. Afinal, quando a gente tem filhos, não dá para arriscar alto demais. Tem escola para pagar, roupas novas para comprar (crianças crescem rápido!) e um monte de outros gastos. Procurei montar uma estratégia que não abalasse a estrutura básica do que acho importante prover para os meus filhos.

Gostar dos problemas da vida de empreendedora Quando a gente está prestes a se jogar em uma nova realidade, tende a namorá-la com aquele olhar apaixonado – só vê as qualidades, não encontra defeitos. Pode ser que você não aguente mais o seu chefe, esteja cansada de sair tão tarde do trabalho todos os dias, não concorde com as regras da empresa… e pense que o melhor dos mundos é ter o próprio negócio. Mas a vida de  empreendedora também tem seus problemas. Quer alguns? Muitas contas para pagar, responsabilidade enorme de dar certo, administrar funcionários… Sem falar você precisa estar o tempo todo à frente do negócio – e não desligar nem no fim de semana -, e correr muito mais riscos… Aqui se trata de escolher os problemas com os quais prefere lidar. É mais ou menos como escolher um namorado: mais importante do que encontrar qualidades nele, você precisa achar os defeitos dele superáveis. Ou pode ser também que ele tenha qualidade tão incríveis que você nem ligue tanto para os defeitos. Escolhi a vida de empreendedora e estou feliz com ela por isso: os benefícios de ser cem por cento dona das minhas decisões profissionais e do meu tempo são impagáveis. Mesmo assim, muitas vezes sofro quebrando a cabeça para encontrar uma solução melhor para ganhar mais dinheiro, tenho todo dia que reconhecer erros e aprender outro jeito de fazer isso ou aquilo, me divido em mil e uma profissionais – sou de diretora de conteúdo a diretora comercial, passando por gerente de RH e de marketing! Avalie se você tem perfil para essa vida ou… se é melhor simplesmente trocar de empresa (alguma com políticas mais amigas das mães, por exemplo).

Acreditar em si mesma Ok, essa é uma frase clichê, mas verdadeira. Quando a gente está prestes a dar uma virada, tem de acreditar que pode dar conta do recado em um cenário diferente. E acreditar que tudo aquilo que está na sua cabeça pode virar uma realidade palpável e de sucesso. Muitas vezes, pode parecer loucura que um sonho que você sonha sozinha é capaz de virar uma realidade linda e bem-sucedida. Mas acontece! Especialmente para quem se permite, se prepara e trabalha firme. Aqui também entra uma dose de fé – sempre procurei pensar assim: se algo não me faz bem, é sinal de que há alguma outra coisa melhor me esperando. Não dá para ficar parada por medo de não dar certo.

 

  • Daniela Folloni

    Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

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