O amor depois dos filhos (e das contas a pagar!)


Daniela Folloni
por: Daniela Folloni
Jornalista fundadora e diretora de conteúdo do Portal It Mãe

Não, (foto: Free Images)

Muito trabalho, filhos para educar, contas para pagar… sim, o romance perde de 7 a 1 para tudo isso (foto: Free Images)

 

Não, este texto não se propõe a dar dicas de como conquistar (ou reconquistar) seu homem em X passos – e muito menos a dizer que você tem, sozinha, a responsabilidade de cuidar da relação. A gente casa, tem filhos e, não, a vida não fica fácil. No dia-a-dia com muito trabalho, contas para pagar, crianças para educar, uma logística da casa para dar conta é comum a gente acabar deixando de lado o romance (sim, há exceções).

Por falta de oportunidade ou cansaço mesmo. Acontece com as mulheres e acontece com os homens. Não dá mais para pensar daquele jeito: é sempre o homem que está a fim de sexo. E é sempre a mulher que está com dor de cabeça. Tenho visto também por aí muito homem com dor de cabeça e muita mulher querendo uma noite mais caliente (vide o sucesso de 50 tons de cinza com a mulherada – especialmente as mães modernas). A vida tá estressante e dando menos oportunidades de a gente conseguir entrar no mood amorzinho. Triste né?

Mas não é pra se desesperar, nem se fazer de vítima (e se você caiu de pára-quedas neste texto ainda sem ter filhos, não precisa se assustar, é muito mágico ter uma família, você vai ver). Cada casal precisa saber como criar o seu momento. O sinal de que ainda existe amor no meio do caos da vida moderna não é quantas vezes vocês saem para jantar a dois. Mas sim quanto cada um está de verdade naquela relação que inclui um monte de momentos além do romance. É infantilidade do homem achar, por exemplo, que depois dos filhos a mulher não dá mais atenção para ele. Mas não é ele o pai? Ele também precisa mergulhar na relação com os filhos e curtir a vida como parte integrante. Em tempos de famílias modernas, todos precisam agir como um time que se apóia e se ajuda. Não dá pra ficar no mimimi. Isso é amor depois dos filhos. É ver que a relação não é mais só do casalzinho recém-casado, não é mais só dos namorados sem muita preocupação. O caldo engrossou. E certamente ganhou um sabor mais complexo. Pede maturidade. O amor vem de outras formas de olhar para o outro, vem na vontade de querer ajudar – por uma questão de carinho e não pela velha regra da divisão de tarefas. Sem joguinho e com mais entrega. Essa é a entrega de verdade, que vai além da paixão maluca do comecinho. Louco de amor é quem se propõe a estar junto de alguém no meio caos!

Claro que, por outro lado, não dá para deixar a relação esfriar – falo de pele, de toque, de olhar… essas coisas todas que seres humanos precisam receber, especialmente daquela pessoa para quem a gente disse SIM um dia. E aí cabe aos dois – o pai e a mãe, o homem e a mulher, terem alguns momentos para pular do trem em movimento só para se lembrar de que o amor continua igual. Mesmo sem luz de velas, musiquinha e risadas descompromissadas no dia-a-dia. Pode ser um fim de semana sozinhos (um único em 365 dias, vai…), uma viagem (recomendo super!), uma fuga de algumas horas para se divertir, um momento a dois, no quarto sem a televisão ligada no futebol americano, pelamor! O importante é estar ali de verdade. Desligar do mundo ao redor. Se um dos dois não está feliz, sinaliza ao menor sinal de que o bolo vai desandar! Não deixa acumular. Nessa rotina maluca, não espere que o outro perceba os seus sinais. Olha o mimimi de novo aí! Fale mesmo, com jeitinho, o que incomoda. Para todo mundo ficar na mesma página. Se existe amor, tudo vai dar certo.

Beijos!

Dani Folloni

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  • Daniela Folloni

    Jornalista, mãe de Isabela e Felipe, trabalhou nas revistas Vogue, Cosmopolitan e Claudia. Acredita que toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono

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