Meu filho é magro e tem colesterol elevado


Vanessa Radonsky
por: Vanessa Radonsky
Pediatra do Fleury Medicina e Saúde

Para controlar o nível de colesterol, o recomendado é ter uma alimentação rica em fibras e com baixos índices de gordura – vale trocar o leite integral por semidesnatado  (foto: 

 

Crianças com colesterol alto? Sim. A doença tem aparecido nos pequenos com maior frequência na última década. E o que assusta mais os pais é o fato de que muitas crianças com colesterol alto não estão acima do peso, apesar de a alimentação inadequada, repleta de alimentos processados e ultraprocessados, e a falta de atividade física serem os principais causadores da disfunção. Os fatores genéticos também estão entre as causas. 

Assim como o peso não é um indicador inquestionável, o histórico familiar de pais com colesterol alto também não é fator 100% determinante. Por isso é importante ficar atento, pois nem toda criança magra e sem casos de colesterol alto na família está livre do diagnóstico dessa doença silenciosa, que, em geral, não apresenta sintomas. Dessa forma, a recomendação é realizar o exame de sangue a partir dos cinco anos para detecção precoce e tratamento adequado.

O colesterol elevado é um quadro clínico de um distúrbio chamado dislipidemia, caracterizado pela presença excessiva ou anormal de gordura no sangue (colesterol e triglicerídeos). O colesterol é importante para a saúde porque é fundamental na formação da membrana das células do corpo e de alguns hormônios, além de servir como uma capa protetora para os nervos e ser necessário para a produção de vitamina D e bile, fluido produzido pelo fígado e responsável pela digestão de gorduras e absorção de substâncias nutritivas do alimento. Sabe-se que cerca de 70% do colesterol é produzido pelo nosso organismo e os outros 30% são provenientes da nossa alimentação.

 

Ainda, há estudos publicados nos últimos anos que revelaram que níveis elevados de colesterol total, colesterol LDL e triglicerídeos estão fortemente relacionados à maior incidência da aterosclerose. Ou seja, o colesterol é ainda mais prejudicial quando os níveis no sangue ficam acima do normal, sendo depositado em excesso na parede das artérias, formando placas de gordura, que podem dificultar a passagem do sangue e ocasionar problemas cardiovasculares e circulatório importantes, que muitas vezes se iniciam na infância e progridem lentamente até a vida adulta.

As recomendações para a prevenção e redução dos riscos são:

  • Dieta com menor teor de gordura (lipídeos)
  • Reduzir o consumo de pobre em açúcar simples
  • Aumentar o consumo de  fibras ;
  • Atividade física regular;
  • Investigação de causas secundárias;
  • Tratamento medicamentoso, se necessário

 

  • Vanessa Radonsky

    Pediatra do Fleury Medicina e Saúde, tem especialização em Endocrinologia Pediátrica pelo Instituto da Criança – HCFMUSP e é pós-graduanda em Endocrinologia e Metabolismo Ósseo pela UNIFESP. É mãe da Letícia e da Beatriz.

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