4 sinais de que você está acertando na educação do seu filho


Maria Carolina Signorelli
por: Maria Carolina Signorelli
Psicóloga de crianças e adolescentes

Ao educar nossos filhos, temos que desconstruir as expectativas e desejos que nós, como pais, temos para eles (foto: 123TRF)

Um tema bastante presente na minha clínica e nas situações cotidianas que venho observando, é a ideia de perfeição que paira sobre a maternidade e a criação de filhos potencialmente vencedores.
Quanta cobrança vem junto com esta idealização! Ao menor sinal de frustração do filho, os pais acham que estão falhando e desqualificam o trabalho que estão fazendo.

Recentemente, uma mãe me contou que estava super chateada pelo fato de sua filha de treze anos ter desistido do ballet, após oito longos anos de dedicação. A mãe me dizia: “Mas foram tantos anos investidos, ela dança tão bem, de um jeito que eu nunca consegui dançar, eu acho um desperdício!”. Não quero aqui criticar esta mãe e, muito menos, julgá-la. Mas dá para identificar com certa clareza a frustração que ela, como mãe, estava sentindo. Vejamos: a entrada na adolescência não é nada fácil! E uma das tarefas do adolescente é desconstruir a própria identidade para poder se reconstruir, conciliando a realidade com os próprios desejos. Isto é algo difícil, às vezes sofrido, e requer suporte dos pais. Às vezes, dar apoio consiste em aguentar um pouco esta crise de identidade, pois a filha precisará a partir de agora, se encontra por ela mesma. Estou aqui apontando para o fato de que muitas vezes, ao educar nossos filhos, temos que desconstruir as expectativas e desejos que nós, como pais, temos para eles.  
A seguir, você encontrará alguns sinais de que está acertando na educação do seu filho:
1- Ele não é o melhor aluno da sala, mas vem adquirindo responsabilidade, vai feliz para a escola e tem amigos
Talvez isto baste. Por isso, não fique se atormentando com a ideia de que a escola atual não é “boa o suficiente”. Amplie seu olhar e considere, sem medo, o que seu filho tem condições de dar conta. É importante que a escolha da escola também passe pelo critério do perfil de cada criança.

2- Ele está tendo tempo ocioso e brinca com os brinquedos que possui
Não se esqueça que infância é experimentação e a criança precisa ter tempo para exercitar de maneira espontânea a criatividade. Para que isto aconteça, ela precisa ter tempo livre.

3- Ele está despertando um interesse genuíno por algo que foge das suas expectativas como mãe                                                                                                                

Você sempre imaginou seu filho jogando futebol, mas ele vem manifestando uma vontade de aprender a andar de skate, por exemplo. Permita que ele faça as próprias experimentações.

4- Ele se sente frustrado por não ganhar todas as lutas de judô ou seu time de futebol nem sempre vence                                                                                        

Está bem, é importante incentivá-lo a se dedicar e a dar sempre o seu melhor, mas é um aprendizado e tanto perceber que todo mundo tem seus dias bons e ruins e que nem sempre somos tão bons quanto gostaríamos.

Preparar os filhos para o mundo também significa ajudá-los a compreender que eles nem sempre poderão ser tudo ou terão tudo o que desejam. Às vezes, as circunstâncias não permitirão que ele tenha aquela “mega-festa” de aniversário. Ele nem sempre ele será convidado para todos os programas que os colegas combinam e nem sempre será escalado para o campeonato da escola. Mas entender que nem sempre seremos o número um, também garante a construção de alicerces emocionais importantes. Todo mundo é falível de vez em quando. Confesse: você nem sempre está com aquela disposição toda para contar histórias na hora de colocar as crianças na cama. E você não era assim tão boa no vôlei! Por isso, não se culpe! Você nem sempre precisa estar totalmente disponível para seus filhos e nem ser exemplo de perfeição. Em um mundo permeado de tantas cobranças pelo padrão de excelência, não podemos nos esquecer que tanto nós quanto nossos filhos, somos “apenas” humanos!

Um beijo e até a próxima!

Carol Signorelli

 

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  • Maria Carolina Signorelli

    Psicóloga e mãe de Gabriela e Fernando. Ou vice-versa! Atende crianças e adolescentes no consultório e é expert em orientar os pais em seus dilemas

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