Sem medo da psoríase!


Dra. Carla Bortoloto
por: Dra. Carla Bortoloto
Médica especializada em dermatologia clínica e cirúrgica
 As fotos da pequena Charlie viralizaram pela rede após sua mãe postar no Instagram para conscientizar as pessoas sobre a doença, que não é contagiosa (foto: reprodução/Instagram)
 
Recentemente as fotos da pequena Charlie viralizaram pela rede. Sua mãe, Ashley Nagy, 29, cansada de ver as pessoas se afastando de sua filha, com medo de “pegar”a doença, postou as fotos para falar dessa doença que não tem cura, mas não é transmissível.
A menina de um ano e cinco meses tem psoríase – doença inflamatória de pele, crônica e não contagiosa – que afeta mais de 125 milhões de pessoas em mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).  
A psoríase de Charlie foi diagnosticada aos quatro meses, após aparecerem pintinhas vermelhas em todo o corpo da menina.  Estima-se que apenas 2% das crianças com idade inferior a dois anos apresentem a doença. E cerca de 30% de seus portadores desenvolvem os sintomas antes dos 15 anos.
Até o momento as pesquisas não conseguiram identificar a causa. No entanto, a hereditariedade está muito presente quando se fala de psoríase em crianças.  Caso o pai ou a mãe tenha a doença, a chance de a criança desenvolvê-la é de 8%, mas se ela estiver presente nos dois, essa probabilidade aumenta para 42%.
 Como a psoríase pode, à primeira vista, ser confundida com outras doenças de pele, como dermatites, caspa ou erupção cutânea, é muito importante ficar atento ao surgimento de placas vermelhas escamosas pelo corpo, em regiões como couro cabeludo, área da fralda (bumbum e genital), joelhos e cotovelos.  
As placas aparecem por surtos, ou seja, elas têm um fator desencadeante, que pode ser uma mudança ambiental, o uso de medicamentos ou estresse, por exemplo.  Infecções de vias aéreas causadas por estreptococos, também podem facilitar seu surgimento, daí a importância de cuidar muito bem da alimentação, manter a carteira de vacinação em dia e evitar expor o pequeno às grandes aglomerações.
            Não há cura para a doença, apenas controle. Nas crianças o tratamento pode envolver o uso decorticoides tópicos, fototerapia e imunobiológicos  medicamentos de última geração que tratam a doença e ainda evitam a evolução para comorbidades ou deformidades.
É importante ressaltar que no surgimento de qualquer alteração na pele do bebê, o dermatologista deve ser procurado. Quanto mais cedo a psoríase se manifesta, mais rapidamente o tratamento deve ser iniciado, pois se não for realizado adequadamente, a doença pode se agravar muito na fase adulta, além de poder ser fator de risco para o surgimento de problemas cardiovasculares e diabetes.
  • Dra. Carla Bortoloto

    Médica especializada em dermatologia clínica e cirúrgica, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica (SBDCC), ela acredita no papel fundamental das mães em passar aos filhos a importância dos cuidados com a pele, cabelo e unhas

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