Quanto seu filho vai crescer? A idade óssea pode indicar


Vanessa Radonsky
por: Vanessa Radonsky
Pediatra do Fleury Medicina e Saúde

A radiografia da idade óssea conta quanto tempo ainda resta para uma criança ou adolescente crescer (foto:123TRF)

Saber se o seu filho está crescendo e se desenvolvendo de maneira saudável é prioridade para as mães. Mas como obter essa resposta? Pela radiografia da idade óssea. É esse exame que conta quanto tempo ainda resta para uma criança ou adolescente crescer. Trata-se de um exame radiográfico da mão e do punho ‘não dominantes’, ou seja, os menos habilidosos, capaz de avaliar o grau de amadurecimento dos ossos.

Além de mensurar o crescimento em pacientes geralmente pediátricos, a idade óssea faz o diagnóstico de numerosos transtornos endócrinos e síndromes pediátricas, auxiliando dessa forma na escolha do melhor tratamento. É importante ressaltar que a maturação esquelética pode ser diferente da idade cronológica e nem sempre isso representa um problema de saúde. O exame geralmente é parte da avaliação do crescimento e desenvolvimento sexual da criança/adolescente.

Quando fazer esse tipo de exame?

A radiografia da idade óssea deve ser solicitada sempre que a criança apresentar alteração na curva de crescimento e quando houver distúrbio do crescimento e/ou na puberdade.  O radiologista e o endocrinologista analisam o número de ossos presentes  na mão  no punho, o formato desses ossos e o espaço entre os mesmos. Após a análise de todos esses dados, é realizado um laudo que mostra a “idade biológica” do indivíduo.

A idade óssea é considerada atrasada quando há uma diferença de 1,5 a 2 anos em relação à idade cronológica. Em uma criança saudável, isso indica que ela apresentará o início da puberdade mais tardio, portanto, também o estirão puberal (a fase de maior crescimento), e terminará o seu crescimento numa idade mais avançada. Geralmente há uma história familiar semelhante (a mãe que menstruou mais tarde ou o pai que após se alistar no exército ainda continuou crescendo, por exemplo). Na grande maioria das vezes, o adolescente atingirá o seu potencial de crescimento, pois há espaço entre as placas de crescimento, mas deve-se investigar qual é a causa deste atraso.  Outro fator importante para as mães saberem é que uma idade óssea adiantada também deve ser criteriosamente investigada.

Entre as causas de atraso na idade óssea temos: atraso constitucional do crescimento e puberdade, atraso de causa familiar, hipotireoidismo, doenças crônicas de modo geral e uso crônico de glicocorticoides. Já em relação ao avanço da idade óssea podemos encontrar puberdade precoce central ou periférica, hiperplasia congênita de supra renal, obesidade exógena e hipertireoidismo.

A avaliação pelo endocrinologista pediátrico deverá ser realizada sempre que a idade óssea estiver atrasada ou adiantada para investigação da causa e tratamento.

 

  • Vanessa Radonsky

    Pediatra do Fleury Medicina e Saúde, tem especialização em Endocrinologia Pediátrica pelo Instituto da Criança – HCFMUSP e é pós-graduanda em Endocrinologia e Metabolismo Ósseo pela UNIFESP. É mãe da Letícia e da Beatriz.

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