Encher o bebê de beijos, pode?


Vanessa Radonsky
por: Vanessa Radonsky
Pediatra do Fleury Medicina e Saúde

O ideal é que este ato de carinho tão importante fique limitado aos pais e pessoas mais próximas do bebê, e desde que não estejam doentes (foto: reprodução Pinterest)

Bebês são tão fofinhos, têm a pele macia, lisinha e cheirosa. São pequeninos e precisam de muito carinho e cuidado. Diante deles, como não querer enchê-los de beijos?

Pois é! Acontece que por meio do beijo muitas doenças infecciosas são transmitidas, desde um resfriado até herpes, por exemplo. Por isso, é preciso maneirar e segurar o ímpeto pelo bem da criança. O ideal é que este ato de carinho tão importante fique limitado aos pais e pessoas mais próximas do bebê, e desde que não estejam doentes.

Mas… e beijar na boca, pode?

Quanto maior o contato com a saliva, maior a chance de transmissão de doenças. Dessa forma, a boca é umas das regiões de maior risco. Existem inclusive estudos que mostram a transmissão de cáries por meio do beijo na boca.  

Mas não é só na boca que se deve evitar o beijo. As mãos também são potenciais transmissores, pois os bebês adoram uma mãozinha na boca. Além disso, tosses e espirros são outros meios que podem transmitir doenças. Assim, quando houver visita para o bebê, principalmente se for recém-nascido, é importante algumas precauções:

1)      Limitar a visita de pessoas sabidamente doentes. Lembre-se que um simples resfriado em um adulto ou em uma criança grande pode causar um quadro grave nos bebês devido à imunidade reduzida nesta fase.

 

2)      Ao receber visita, solicite que lave as mãos ou use álcool gel (pode colocar a “culpa” em mim e dizer que foi orientação da pediatra).

 

3)      Evite que a criança fique em contato com a roupa de quem veio da rua. Ofereça uma fraldinha no caso da visita pegar a criança no colo.

 

Mas você deve estar se perguntando: existe então algum lugar para beijar o bebê sem medo? Sim, a cabeça! Por ser uma área mais distante do contato com as secreções das vias aéreas, a cabeça seria o local mais seguro!

  • Vanessa Radonsky

    Pediatra do Fleury Medicina e Saúde, tem especialização em Endocrinologia Pediátrica pelo Instituto da Criança – HCFMUSP e é pós-graduanda em Endocrinologia e Metabolismo Ósseo pela UNIFESP. É mãe da Letícia e da Beatriz.

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