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Qual a idade ideal para a criança começar a aprender outra língua?

Publicado em 10.02.2017 | por

A aprendizagem, na fase da pré-escola, deve acontecer de maneira lúdica, com jogos e brincadeiras (Foto: Freeimages)

Com a volta às aulas, começam também as matrículas nos cursos extra-curriculares. Esporte, música e, claro, outro idioma estão entre os mais procurados pelas mães. Com tantas opções no mercado, podem surgir algumas dúvidas: coloco meu filho no inglês agora ou deixo para daqui alguns anos? De acordo com uma pesquisa feita por cientistas ingleses e americanos, de 2013, existe um período crítico de formação no cérebro para o aperfeiçoamento da linguagem entre os 2 e 4 anos de idade. Em outras palavras, isso significa que, nessa faixa etária, os circuitos cerebrais associados à linguagem estão mais flexíveis, daí a facilidade das crianças pequenas a aprender e a falar uma nova língua como um nativo. Os pesquisadores das universidades Kings College (Londres) e Brown University (EUA) chegaram a essa conclusão após escanear o cérebro de 108 crianças com idades entre 1 e 6 anos.

Sendo assim, quanto antes melhor? Para a educadora e neuropsicóloga Adriana Foz, depende. “A aquisição da linguagem possui um componente afetivo, uma vez que está relacionada ao sistema límbico no cérebro, o mesmo das emoções. É por isso que o ambiente é preponderante para o desenvolvimento de tal habilidade”, explica. Se um dos pais fala outra língua, além daquela do país onde a criança vive, por exemplo, a aprendizagem dos dois idiomas vai acontecer de forma natural em casa, de modo que ambos sejam processados pelo cérebro como uma só língua materna, de acordo com a neuropsicóloga. “Isso não impede, entretanto, que a criança tenha aulas de inglês ou outra língua desde a pré-escola, contanto que o ensino aconteça de maneira lúdica, ou seja, por meio de brincadeiras e jogos que façam sentido para ela”, afirma.

Apaixonada por viagens e línguas estrangeiras, a juíza Andressa Bernardo, de Florianópolis (SC), fez questão que o filho Bernardo, hoje com 5 anos, frequentasse uma escola de inglês desde os 2. “Eu colocava músicas em inglês e francês para ele ouvir desde bebê, então, tudo aconteceu de forma espontânea”, diz a mãe, fluente nas duas línguas. Ela conta que já ouviu de outras mães e até de educadores que isso poderia influenciar negativamente a alfabetização do menino, o que não se concretizou. “Pelo contrário, ele vai muito bem na escola”, afirma Andressa, que também é mãe de Talita, 21, e Sarah, 24. Segundo a educadora Luciana De Franceschi, fundadora da rede de escolas de inglês Teddy Bear, tal interferência, de fato, pode acontecer. “Por isso, recomendo que o aluno já seja alfabetizado em sua língua materna para, só depois, começar a ler e a escrever em outro idioma. Antes disso, as aulas devem focar em outras habilidades, como o ouvir, o compreender e o falar”, destaca.

Isso não quer dizer que a criança vá aprender pouco nessa idade, de acordo com Luciana. Além de compreender algumas frases simples, espera-se que ela seja capaz de falar palavras que remetam ao universo dela, como o nome dos brinquedos e personagens preferidos. Bernardo, por exemplo, gosta de assistir desenhos em inglês. E, recentemente, de férias com a família em Nova York, conseguiu brincar e se comunicar com outras crianças nos parques que visitou. Outra vantagem de começar cedo, conforme explica a neuropsicóloga Adriana, é o estímulo às áreas relacionadas à linguagem no cérebro, o que facilitará o aprendizado de outras línguas futuramente. Pois quando certas conexões cerebrais não são realizadas no período mais propício, elas são “desativadas”. “Isso ocorre com diferentes tipos de habilidades. Uma pessoa que praticou esporte na infância, por exemplo, geralmente tem maior pré-disposição a aprender novas modalidades na vida adulta também”, afirma. A boa notícia é que, no que diz respeito a novas línguas, o tal período crítico para o aprendizado vai até a adolescência, completa a neuropsicóloga. Por isso, mesmo aquelas crianças que começaram a estudar outra língua mais “tarde” tendem a alcançar os colegas mais adiantados sem maiores problemas.

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Malu Echeverria

Jornalista, mãe do Gael e redatora-chefe do It Mãe. Para ela, é essencial colocar a máscara de oxigênio primeiro na gente, depois na criança

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