Como proteger seu filho das viroses


Vanessa Radonsky
por: Vanessa Radonsky
Pediatra do Fleury Medicina e Saúde

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Com a volta às aulas, o contato com outras crianças aumenta o risco de viroses (Foto: Freeimages)

Todo começo de ano vem recheado de novidade para os pequenos. Especialmente para aqueles que vão entrar (ou voltar) para a escola, uma oportunidade única para explorar e interagir com amiguinhos e professores. Mas, ao mesmo tempo em que essa gostosa época permite o desenvolvimento da criança, também a deixa mais exposta a infecções. Resfriados, gripes e outras viroses apresentam-se como risco por meio da convivência diária com mais gente além da família e a troca de vírus é inevitável.

Sabemos que quanto menor for a criança, maior é a chance de se contrair infecções e a apresentar recaídas. Isto ocorre pois o sistema imunológico dela não está preparado para sofrer mais com este contágio. Mas, a boa notícia tal sistema se desenvolve com a criança: já por volta dos 2 anos, observamos uma redução das viroses.

Para garantir a prevenção em todas as fases da vida, em primeiro lugar, vale manter a carteira de vacinação atualizada. Além da própria criança,  as pessoas que convivem com ela também são favorecidas. Outra recomendação é investir na higiene das mãos, um dos principais focos de contágio. O ideal é que sejam lavadas antes e após a utilização do banheiro e das refeições. A higiene dos objetos e brinquedos utilizados pelas crianças também entra na lista. Os itens de uso individual como copo, chupeta e mamadeira merecem uma limpeza caprichada. Nesse sentido, é importante verificar e exigir que a escola mantenha seu ambiente ventilado e evite a formação de aglomeração de muitas crianças em um mesmo local.

Se o seu filho ficar doente, deixe-o em casa até alcançar sua completa recuperação. A criança ainda doente está com o sistema imunológico debilitado, assim, corre o risco de adquirir uma nova doença além de contaminar as outras crianças. Esse período fora da escola pode variar, dependendo da doença e do ritmo de recuperação de cada um. Sabemos que o risco de transmissão das viroses nos casos de gripes e resfriados, por exemplo, ocorre cerca de dois dias antes dos sintomas e três dias após – desta forma aconselhamos que a criança fique em casa nos primeiros dias de sintomas, principalmente enquanto ainda apresentar febre. Assim que estiver ativa, sem febre, se alimentando bem, ela pode voltar às aulas. Sintomas como a tosse podem demorar mais tempo, mas não é impeditivo para o retorno.

As viroses também são sazonais, como você vai perceber. No período do inverno, as infecções respiratórias são as principais, enquanto no verão predominam as viroses gastrointestinais. E atenção: as crianças que ainda não frequentam a escola, como os irmãos mais novos, também estão suscetíveis. Além dos cuidados de higiene que falei, é importante dar banho na criança mais velha assim que ela chegar em casa, antes do contato com o irmão caçula. Pequenas precauções como essas dão um pouco de trabalho, mas valem o esforço para manter o dia a dia da sua família mais seguro e saudável

  • Vanessa Radonsky

    Pediatra do Fleury Medicina e Saúde, tem especialização em Endocrinologia Pediátrica pelo Instituto da Criança – HCFMUSP e é pós-graduanda em Endocrinologia e Metabolismo Ósseo pela UNIFESP. É mãe da Letícia e da Beatriz.

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